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Carta de Flávio Bolsonaro provoca reação e leva estudantes às ruas neste domingo

Atos convocados pela UNE defendem a democracia e a soberania nacional após senador divulgar carta na qual se declarou “verdadeiro presidente eleito”

Da Redação

01 de novembro de 2026 às 09:54 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • Estudantes de nove estados organizam manifestações em apoio a Lula e contra Flávio Bolsonaro.
  • As manifestações são em defesa da democracia e do resultado das eleições presidenciais.
  • A mobilização foi motivada por uma carta em nome de Flávio Bolsonaro contestando o resultado eleitoral.
  • A UNE lidera os protestos, enfatizando a integridade do processo eleitoral.
  • Os atos ocorrem em diversas cidades, como Maceió, Manaus e São Paulo, com um evento adicional em Salvador na segunda.
  • Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 48,21%.
  • O movimento estudantil busca reforçar a defesa da democracia.

Fernando Frazão/Agência Brasil Estudantes fazem atos pela democracia em várias cidades
Estudantes fazem atos pela democracia em várias cidades

Estudantes de nove estados brasileiros vão às ruas neste domingo (1º) em manifestações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no segundo turno das eleições presidenciais. Os atos, organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), defendem a democracia, a soberania nacional e o respeito ao resultado das urnas.

As mobilizações acontecem após a divulgação de uma carta em nome de Flávio Bolsonaro na qual ele foi apresentado como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil, apesar da vitória de Lula nas eleições. O documento provocou reação de entidades estudantis, que interpretaram a iniciativa como uma tentativa de contestar a legitimidade do resultado eleitoral.

Os protestos estão previstos para Maceió (AL), Manaus (AM), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Belém (PA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Em Salvador (BA), a manifestação foi programada para segunda-feira (2).

Em convocação publicada nas redes sociais, a UNE defendeu a mobilização popular para preservar a integridade do processo eleitoral e a soberania brasileira. A entidade também afirmou que não aceitará ataques à democracia.

Carta de Flávio motivou mobilização

A campanha recebeu o nome de “Brasil com S”, em referência à primeira versão da carta divulgada em nome de Flávio Bolsonaro, publicada na quarta-feira (28).

O documento apresentava o senador como o “verdadeiro presidente eleito” e trazia um brasão da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, utilizando uma grafia antiga do nome do país.

Após a repercussão, uma nova versão foi divulgada. O brasão foi substituído e a expressão “verdadeiro presidente eleito” deu lugar a “líder do Brasil”.

A mudança, porém, não encerrou a reação de organizações estudantis, que mantiveram a convocação dos atos para defender o resultado das eleições e as instituições democráticas.

Onde serão realizados os atos

As manifestações deste domingo estão previstas para os seguintes locais e horários:

  • Maceió (AL): às 9h, no Marco dos Corais;
  • Manaus (AM): às 16h, na Praça da Saudade;
  • Goiânia (GO): às 15h, na Praça Universitária;
  • Cuiabá (MT): às 16h, na Praça do Pedra 90;
  • Belém (PA): às 9h, na Praça da República;
  • Recife (PE): às 16h, na Praça do Arsenal;
  • Rio de Janeiro (RJ): às 12h, na Candelária;
  • Porto Alegre (RS): às 16h, na Praça do Aeromóvel;
  • São Paulo (SP): às 12h, na Praça Roosevelt.

Em Salvador, a mobilização está prevista para segunda-feira (2), às 9h, no Morro do Cristo.

Lula venceu o segundo turno

Lula foi reeleito presidente no segundo turno, realizado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 48,21%.

No primeiro turno, o senador havia terminado à frente do petista. A inversão do resultado na etapa decisiva foi seguida por mobilizações políticas e sociais em defesa da candidatura de Lula.

Com os atos deste domingo, o movimento estudantil busca manter a mobilização nas ruas e reforçar a defesa da democracia e do respeito à decisão dos eleitores.

Fonte: ICL Notícias



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