Política

SALVO CONDUTO ELEITORAL

Carla Zambelli busca salvo-conduto do STF para votar no Brasil

Ex-deputada quer retornar ao país para votar na mãe, candidata em São Paulo

Teresinha Ferreira

23 de setembro de 2026 às 14:29 ▪ Atualizado há 49 minutos

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  • Carla Zambelli pediu ao STF um salvo-conduto para retornar ao Brasil e votar em sua mãe.
  • A defesa alega a existência de mandados de prisão em aberto contra Zambelli.
  • Justiça italiana negou sua extradição, questionando a imparcialidade da Primeira Turma do STF.
  • A defesa citou investigação contra Alexandre de Moraes, levantando dúvidas sobre sua idoneidade.
  • O pedido foi enviado ao ministro Edson Fachin.
  • Zambelli quer chegar ao Brasil em 3 de outubro e retornar à Itália após votar.
  • Ela foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por crimes cibernéticos, e mais 5 anos por porte ilegal de arma.

Agência Brasil Supremo Tribunal Federal (STF)
Supremo Tribunal Federal (STF)

Carla Zambelli, ex-deputada, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para retornar ao Brasil e votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo.

A defesa de Zambelli, em documento protocolado na última segunda-feira (22), alega que há mandados de prisão em aberto contra ela. Segundo os advogados, a Justiça italiana negou sua extradição, questionando a imparcialidade da Primeira Turma do STF, responsável por suas duas condenações.

A defesa também mencionou investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. Eles afirmam que, enquanto o plenário não votar a questão, pairam dúvidas sobre a idoneidade do magistrado, relator dos casos de Zambelli.

Os advogados destacam que, dadas as circunstâncias, Zambelli deve poder exercer o direito de votar sem risco de prisão ao entrar ou sair do país. A solicitação foi enviada ao ministro Edson Fachin, presidente do STF e relator do pedido de investigação contra Moraes.

Zambelli pretende chegar ao Brasil em 3 de outubro, votar no dia 4 e retornar à Itália imediatamente após.

Condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão em 2025 por invasão de sistema informático e falsidade ideológica, Zambelli foi novamente sentenciada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Após a primeira condenação, ela fugiu usando passaporte europeu e pediu refúgio na Itália por alegada perseguição política.

Fonte: Agência Brasil