Política

REGULAMENTAÇÃO DE ESTETICISTA

Câmara analisa projeto que classifica esteticistas como profissionais de saúde

Proposta visa regulamentar o setor e impor critérios de formação e atuação

Teresinha Ferreira

20 de julho de 2026 às 13:51 ▪ Atualizado há 13 horas

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  • O Projeto de Lei 3268/26 visa reconhecer esteticistas e cosmetólogos como profissionais da saúde.
  • A proposta aguarda tramitação na Câmara dos Deputados e foi elaborada pela Subcomissão Especial sobre o Setor de Estética.
  • Estabelece estágio curricular supervisionado de 20% da carga horária em cursos de estética, até que novas diretrizes sejam definidas pelo Ministério da Educação.
  • As mudanças integrarão a Lei 13.643/18, que já regulamenta as profissões de estética.
  • Destaca a desorganização normativa atual e a importância econômica do setor, que favorece a inclusão produtiva.
  • Permite que graduados em outras áreas da saúde atuem como esteticistas mediante aprovação em exame de proficiência.
  • Prevê sanções para abuso de autoridade no setor, com detenção e multa, conforme a Lei 13.869/19.
  • Com urgência aprovada, pode ser analisado diretamente pelo Plenário e seguirá para o Senado se aprovado.

Agência Câmara Deputada Soraya Santos (PL-RJ)
Deputada Soraya Santos (PL-RJ)

O Projeto de Lei 3268/26, da deputada Soraya Santos (PL-RJ) e outros parlamentares, busca enquadrar as profissões de esteticista e cosmetólogo como parte da área da saúde. Atualmente, essa classificação não está explicitada em lei.

A proposta, resultado do trabalho da Subcomissão Especial sobre o Setor de Estética, está em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto estabelece obrigatoriedade de estágio curricular supervisionado de 20% da carga horária em cursos de estética.

Conforme o texto, a medida é válida até o Ministério da Educação editar diretrizes curriculares específicas. As mudanças serão integradas à Lei 13.643/18, que já regulamenta as profissões de estética.

Segundo Soraya Santos, o setor enfrenta "significativa desorganização normativa", com sobreposição de funções e fiscalização fragmentada. Ela reforça a relevância econômica do setor, que "movimenta bilhões de reais" e promove inclusão produtiva, especialmente entre mulheres.

O projeto ainda permite que outros graduados em saúde, aprovados em exame de proficiência, atuem como esteticistas. Este exame é organizado pelo Executivo federal e pode ser aplicado por instituições credenciadas.

Além disso, a proposta inclui penalizações para abuso de autoridade no setor, prevendo detenção de 6 meses a 2 anos, além de multa, conforme a Lei 13.869/19.

Com urgência aprovada, o projeto pode ser analisado diretamente pelo Plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para o Senado.

Fonte: Agência Câmara