Política

REVISÃO DE CONDENAÇÃO

Bolsonaro pede revisão de condenação citando novos fatos

Defesa alega falhas na custódia de provas e pede suspensão imediata da pena

Teresinha Ferreira

01 de outubro de 2026 às 12:22 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Jair Bolsonaro busca revisão criminal para anular condenação de 27 anos.
  • A defesa alega novos fatos sobre a integridade das provas digitais.
  • Pedido foi enviado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do processo.
  • Solicitada suspensão imediata da pena até decisão do Supremo.
  • Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária devido a problemas de saúde.
  • Novo pedido questiona cadeia de custódia das provas, possível modificação de dados.
  • Defesa alega falta de tempo para análise técnica completa na época do julgamento.
  • Supremo debateu necessidade de acesso completo às provas digitais.
  • Caso segue com Nunes Marques para evitar decisões conflitantes.
  • Ainda não há data definida para o julgamento dos pedidos da defesa.

Agência Brasil Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, teve sua defesa iniciando pedido de revisão criminal para anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe. A alegação inclui novos fatos que questionam a integridade das provas digitais.

Os advogados enviaram a solicitação ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do primeiro processo de revisão sobre o caso, buscando a suspensão imediata da pena até que o Supremo decida. Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária devido a problemas de saúde.

Protocolado em 25 de setembro, o novo pedido de revisão segue um requerimento abandonado anteriormente pela defesa que argumenta nova prova técnica indicando problemas na cadeia de custódia das provas. Segundo os advogados, falhas nessa cadeia permitiriam modificações nos dados apresentados no julgamento.

Os representantes de Bolsonaro defenderam não ter tido tempo suficiente na época do julgamento para realizar uma análise técnica completa das provas digitais, mas que agora concluíram haver nulidades significativas.

Em um parecer recente, foi discutido no Supremo a necessidade de acesso completo às provas digitais, destaque que reforça o pedido da defesa de revisão do julgamento considerando possíveis irregularidades no material até então disponível.

A revisão foi atribuída a Nunes Marques para garantir consistência nos trâmites judiciais, evitando decisões conflitantes caso outro relator assumisse. Ele pode decidir monocraticamente ou remeter o caso ao plenário.

Não há data definida para julgamento dos pedidos da defesa.

Fonte: Agência Brasil