Política

AMEAÇA

Ana Elisa denuncia ameaças de morte e violência sexual na campanha

Deputada eleita por Minas Gerais recebe segurança armada após ameaças racistas

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 13:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Ana Elisa Santos Silva, deputada federal eleita por Minas Gerais, denunciou ameaças de morte e violência sexual durante sua campanha.
  • As ameaças incluem mensagens racistas e machistas, com exposição de seus dados pessoais.
  • O partido contratou segurança armada para protegê-la.
  • Ana Elisa compartilhou nas redes sociais um e-mail de ameaça de um suposto membro da Ku Klux Klan.
  • Ela foi a segunda mais votada para deputada federal em Minas Gerais e é a deputada federal mais jovem eleita no Brasil.
  • Ana Elisa é de Divinópolis, estudante de direito, e tem grande presença nas redes sociais, com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram.
  • Houve aumento de violência política contra mulheres na eleição de 2026, conforme denúncia ao TSE.
  • Existem canais de denúncia para mulheres enfrentando violência política, como o Ligue 180 e organismos do Ministério Público e justiça.

Agência Brasil Ana Elisa
Ana Elisa

A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil que recebeu ameaças de morte e violência sexual durante sua campanha. As ameaças incluem mensagens machistas, racistas, e seus dados pessoais foram expostos, levando o partido a contratar segurança armada.

Nas redes sociais, Ana Elisa compartilhou prints de um e-mail de 5 de setembro, cujo autor alegava ligação com o grupo extremista Ku Klux Klan, afirmando não tolerar mulheres pretas em posições de poder e descrevendo atos violentos que pretendia cometer.

Ana Elisa foi a segunda mais votada para deputada federal em Minas Gerais, com 524.219 votos, atrás de Nikolas Ferreira (PL). Ela também se destacou como a deputada federal mais jovem eleita na história do Brasil.

Nascida em Divinópolis, a jovem é estudante de direito e cativou milhões nas redes sociais com vídeos sobre política, direitos sociais e feminismo, alcançando mais de 3 milhões de seguidores no Instagram.

Em setembro, organizações civis denunciaram ao TSE o aumento da violência política contra mulheres nas eleições de 2026, incluindo ataques físicos, verbais e ameaças sérias.

Para mulheres enfrentando violência política, vários canais de denúncia estão disponíveis, incluindo a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 e organismos específicos do Ministério Público e da justiça.

*colaborou Priscilla Mazenotti, repórter da Rádio Nacional.

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Fonte: Agência Brasil