Política

AGU PROCESSA DISCORD

AGU processa Discord por danos e cobra R$ 500 milhões

Ministro Jorge Messias acusa plataforma de permitir ilegalidades contra grupos vulneráveis.

Teresinha Ferreira

27 de agosto de 2026 às 00:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Advocacia-Geral da União processou o Discord por R$ 500 milhões por danos morais coletivos.
  • A ação afirma que o Discord não protege adequadamente mulheres, crianças, adolescentes e animais.
  • A iniciativa baseia-se em dados da Polícia Federal sobre falta de conformidade com a legislação, incluindo o ECA Digital.
  • O Discord foi caracterizado como uma "cracolândia digital" pelo governo devido à facilitação de crimes.
  • Reuniões entre o governo e o Discord não chegaram a um acordo satisfatório.
  • O Discord considera a ação "desproporcional" e afirma cooperar de boa-fé, embora aponte falhas na coordenação com autoridades.

Agência Brasil AGU processa Discord
AGU processa Discord

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil na Justiça Federal de Brasília contra a plataforma Discord, solicitando R$ 500 milhões por danos morais coletivos. A ação alega que a empresa falhou em proteger mulheres, crianças, adolescentes e animais contra práticas ilegais.

Segundo o ministro Jorge Messias, “essa plataforma tem permitido a prática de comportamentos ilegais, oferecendo proteção insuficiente”. A iniciativa segue informações da Polícia Federal, que apontam a ausência de conformidade com a legislação nacional, incluindo o ECA Digital.

Reuniões entre o governo e representantes da empresa não resultaram em acordo. Messias ressaltou que o Discord se negou a cumprir obrigações legais. Paralelamente, a plataforma foi notificada durante a Operação Lívia, que investigou crimes digitais em cinco estados.

O governo caracterizou o Discord como parte das "cracolândias digitais", onde crimes são cometidos de maneira impune. O ministro da Justiça, Wellington César, destacou que a “ronda virtual legalizada” foi sancionada para melhorar a identificação de crimes online.

Casos de risco elevados têm sido monitorados desde 2025, com relatórios alertando para problemas na plataforma. Mesmo assim, o Discord afirmou que a ação é “desproporcional” e permanece cooperando de boa-fé. Segundo a empresa, esforços para melhorar a segurança foram propostos, mas ela alega que a coordenação entre as autoridades está falha.

Fonte: Agência Brasil