Polícia

CRIME EM DELEGACIA

Suspeito de estuprar servidora em delegacia admite ato e tenta culpar vítima, diz polícia

Acusado é "frio"; ele teria participado do linchamento de um assaltante; suspeito tentou culpar a vítima pelo crime de estupro

Por Natalia Costa

Segunda - 23/03/2026 às 13:22



Foto: Piauí Hoje O caso foi detalhado por delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).
O caso foi detalhado por delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

O funcionário terceirizado suspeito de estuprar uma servidora comissionada de 64 anos dentro de uma sala da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) admitiu ter mantido relação sexual com a vítima e tentou culpá-la. O homem é acusado de homicídio em 2017. Segundo o delegado geral da PC-PI Luccy Keiko , ele teria participado do linchamento de um assaltante.

“É uma pessoa fria e que mentiu no depoimento”, afirmou o delegado-geral da PC-PI. A polícia investiga o caso como estupro e possível tentativa de feminicídio. O suspeito está preso preventivamente.

O caso foi detalhado pelo delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

 Delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko | Foto: Piauí Hoje

O crime ocorreu às 13h40 da quinta-feira (19) durante o horário de almoço dos servidores. Uma funcionária que retornava do almoço, viu o homem saindo de uma das salas. Ao entrar, encontrou a vítima desacordada e com sangramentos.

O delegado destacou que ouviu o terceirizado pessoalmente e que ele apresentou duas versões diferentes. No segundo depoimento, afirmou que a relação teria sido consensual, a polícia contesta a versão apresentada por ele.

Ainda segundo o delegado, foram solicitados exames toxicológicos para averiguar a possibilidade de a vítima ter sido dopada.

Os celulares da vítima e do suspeito foram apreendidos pela Polícia Civil, que irá investigar possíveis conversas entre ambos.

O funcionário foi contratado por uma empresa terceirizada em 2018 para atuar no Instituto Médico Legal (IML). Posteriormente, foi remanejado para um setor da Polícia Civil na zona Norte e estava, desde dezembro, há cerca de três meses no novo prédio localizado no bairro Ilhotas, Centro-Sul de Teresina, onde ocorreu o crime.

As investigações estão sob responsabilidade das delegadas Nathalia Figueiredo e Bruna Verena, designadas para conduzir o caso.

Servidora está na UTI

A servidora comissionada de 64 anos, encontrada desacordada e com sangramento nas partes íntimas, permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Urgência de Teresina. Ela não tem previsão de alta.

A mulher ficou entubada por três dias e apresentou episódios de confusão mental e sinais de pânico, com gritos por socorro e pedidos de proteção.

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