ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Menina com microcefalia é estuprada no Escolão do Mocambinho; cuidador é o suspeito

A família pede justiça e que o suspeito, que seria o cuidador da criança na escola, seja punido


O estupro de vulnerável teria ocorrido dentro da escola

O estupro de vulnerável teria ocorrido dentro da escola Foto: Montagem Piauí Hoje

A adolescente M.E.T.P.G, de 13 anos, portadora de microcefalia e atrofia cerebral foi vítima de estupro que teria ocorrido no Escolão do Mocambinho, na zona Norte de Teresina. A garota estuda naquela escola e vinha sendo abusada sexualmente há cerca de um mês. O suspeito do crime seria um funcionário da escola que trabalha como cuidador de "crianças especiais".

A denúncia do estupro foi feita na Central de Flagrante de Gênero, onde a mãe da garota, a agente de segurança D.T.P.S., registrou Boletim de Ocorrência (B.O) na noite desta quarta-feira (18.03).

No depoimento que deu na Polícia a mãe relatou que ao dar banho na filha percebeu lesões nos seios e nos órgãos genitais. Ele contou que imediatamente passou a tentar descobrir com a própria vítima o que havia acontecido.

Segundo ela, ao insistir na investigação a garota contou que um homem a retirava de dentro da sala de aula e a levava para uma casinha. De acordo com a mãe, a "casinha" seria uma casa próximo à escola e onde teria ocorrido a sequência de abusos sexuais contra a adolescente.                                                                                                 

Conforme o BO feito na Polícia, o suspeito pelo estupro da menina seria um auxiliar de apoio à inclusão do Escolão do Mocambinho. Ele seria o responsável por acompanhar estudantes como a vítima em sala de aula. Mesmo com registro do BO, até o início da tarde desta sexta-feira (20), nenhum delegado havia aberto inquérito para apurar a denúncia.

Na quinta-feira (19), por volta das 23 horas,  D.T.P.S. e sua irmã A.T., abaladas e revoltadas, levaram a menor ao Hospital Unimed Ilhotas para realização de exames solicitados pelo Serviço de Atenção à Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVIS), da Maternidade Dona Evangelina Rosa.Requisição de avaliação médica da menor para o Samvis
A menina, conforme requisição médica, fez exames de sorologia, já que o estupro havia sido constatado pela equipe do Samvis. Os exames comprovaram que a garota teve lesões ulceradas em genitália, o que caracteriza o estupro.

A família da adolescente sente-se desamparada e em busca de punição ao responsável pelo estupro. Na manhã desta sexta-feira, a mãe e a tia da menina foram à Secretaria Municipal de Educação - Semec, cobrar do secretário Kléber Montezuma a identificação e punição do autor do estupro.

POLÍCIA NÃO INVESTIGA

Ainda na madrugada desta sexta-feira (20), ao deixar o Hospital Unimed Ilhotas,  D.T.P.S. se dizia revoltada que o BO foi registrado na Central de Flagrantes. "Após o laudo do Samvis, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), mas até agora ninguém foi ouvido pela Polícia e o estuprador continua livre, leve e solto.

Por insistência da tia da vítima, que é líder comunitária,  A.T, o Conselho Tutelar passou a acompanha o caso. Pelo menos três conselheiros estiveram no hospital para acompanhar a realização de exames. Eles também estiveram na manhã desta sexta-feira cobrando uma rigorosa investigação sobre o caso, até porque outros casos podem ter ocorrido.

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