Polícia

BAR DA BETE

Justiça fecha bar na zona Sudeste por histórico de crimes e suspeita de ligação com facção

Estabelecimento na Vila Mandacaru é investigado após episódios de violência

Da Redação

01 de novembro de 2026 às 10:25 ▪ Atualizado há 46 minutos

Ver resumo
  • O Bar da Bete, em Teresina, teve atividades suspensas por ordem judicial.
  • Operação Silêncio e Paz encontrou celulares roubados no local.
  • A suspensão ocorre por suspeitas de atividades criminosas e risco à comunidade.
  • Vídeos nas redes sociais mostram pessoas armadas no estabelecimento.
  • Indivíduos com tornozeleiras eletrônicas foram flagrados descumprindo restrições em festas.
  • Histórico inclui uma morte e apreensão de armas em outro incidente.
  • Deficiências na segurança e controle de eventos foram identificadas.
  • Reclamações envolvem consumo de álcool e drogas por menores e perturbação do sossego.
  • Suspensão permanece até o fim das investigações, visando evitar novos crimes.
  • A operação foi coordenada pela SSP-PI com apoio de várias forças de segurança.
  • Investigações buscam identificar envolvidos e práticas ilícitas no local.

SSP-PI Bar da Bete é alvo de operação policial em Teresina
Bar da Bete é alvo de operação policial em Teresina

As atividades do estabelecimento conhecido como Bar da Bete, localizado na Vila Mandacaru, zona Sudeste de Teresina, foram suspensas por determinação judicial durante mais uma etapa da Operação Silêncio e Paz, realizada na madrugada deste domingo (1º). Durante a ação, equipes policiais encontraram dois aparelhos celulares com registro de roubo no interior do local.

A operação foi realizada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio das polícias Civil e Militar. A suspensão foi determinada pela Justiça após a análise de elementos que apontaram indícios de atividades criminosas e situações de risco para frequentadores e moradores da região.

Entre os elementos apresentados à Justiça estão vídeos divulgados nas redes sociais que mostram homens exibindo armas de fogo durante bailes de reggae realizados no estabelecimento. Em uma das gravações, publicada em fevereiro deste ano, frequentadores também aparecem fazendo gestos associados a uma organização criminosa, o que levantou suspeitas de possíveis vínculos com o grupo.

As investigações identificaram ainda a presença de pessoas monitoradas por tornozeleiras eletrônicas nos eventos. Segundo a apuração policial, alguns desses indivíduos estariam descumprindo restrições judiciais relacionadas aos horários e locais em que poderiam permanecer.

Estabelecimento já registrou morte e apreensão de armas

O histórico de ocorrências no local também foi considerado na investigação. Em 17 de agosto de 2025, um confronto armado durante uma festa no estabelecimento deixou uma pessoa morta e outras três feridas.

Meses depois, em 30 de novembro de 2025, uma operação policial realizada nas imediações do bar resultou na apreensão de seis armas de fogo e substâncias entorpecentes.

WhatsApp-Image-2026-11-01-at-09.47.32.jpeg

A investigação apontou ainda possíveis irregularidades no funcionamento do espaço, como a ausência de segurança privada para revistas pessoais, a falta de controle de acesso e uma estrutura considerada inadequada para eventos de grande porte.

Também foram identificados indícios de consumo de bebidas alcoólicas e drogas por menores de idade, além de reclamações relacionadas à perturbação do sossego público. O estabelecimento fica em uma área residencial e, conforme os levantamentos, não teria isolamento acústico adequado.

Suspensão vale até o fim das investigações

A decisão foi tomada pela Central de Inquéritos de Teresina após manifestação favorável do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). A suspensão das atividades econômicas deverá permanecer em vigor até o encerramento das investigações.

A Justiça também autorizou a extração de informações de dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos e o compartilhamento das provas obtidas com outras investigações policiais e processos judiciais.

O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, afirmou que a ação faz parte de uma estratégia preventiva das forças de segurança para evitar novos crimes.

“Estamos intensificando o trabalho de inteligência e as operações integradas para identificar situações que colocam a população em risco e agir antes que novos crimes aconteçam. A Operação Silêncio e Paz não se limita ao combate à perturbação do sossego. Nosso objetivo é garantir que os estabelecimentos funcionem dentro da legalidade e que esses espaços não sejam utilizados para favorecer atividades criminosas”, declarou.

O comandante do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), coronel Audivam Nunes, destacou a atuação conjunta das forças policiais no combate à criminalidade e na preservação da ordem pública.

1793540119045.jpg

A ação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), com apoio da Diretoria de Inteligência da SSP-PI, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Polícia Militar, por meio do RONE e do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI).

As investigações continuam para identificar possíveis envolvidos nas ocorrências relacionadas ao estabelecimento e apurar outras práticas ilícitas. A suspensão das atividades é uma medida judicial no âmbito da investigação e não representa, por si só, condenação criminal dos responsáveis pelo local.

Fonte: SSP-PI



Siga no WhatsApp (abre em uma nova aba)