Golpistas suspeitos de se passarem por advogados e servidores do Judiciário para cobrar taxas em dinheiro a vítimas com processos judiciais foram presos nesta quarta-feira (4), durante a Operação Falso Advogado, deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, pelo menos 50 pessoas, todas do Piauí, foram vítimas do esquema. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 500 mil. Até a última atualização, 13 suspeitos haviam sido presos.
Ao todo, a polícia tenta cumprir 31 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Tauá, Pacatuba, Caucaia, Aracoiaba, Aparecida de Goiânia, Manaus, Borba, Recife e Paulista.
Como funcionava o golpe
Segundo o delegado Humberto, os investigados tinham acesso a informações privilegiadas sobre processos que tramitavam em segredo de Justiça e utilizavam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas. Em seguida criavam perfis falsos no WhatsApp e se passavam pelos advogados das vítimas. Diziam que os processos tinham tido ganhos de causas e solicitavam taxas inexistentes para liberar os alvarás.
Os suspeitos faziam chamadas de vídeos em que se passavam por servidores da Justiça para tentar dar mais credibilidade aos golpes.
Alerta às vítimas
O coordenador do DRCC reforçou que advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via Pix para liberação de valores judiciais. A orientação é que clientes entrem em contato diretamente com o escritório de advocacia por meio de números oficiais já conhecidos, antes de realizar qualquer transferência.
A operação contou com o apoio das Polícias Civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas.
Mais conteúdo sobre:
#Operação Falso Advogado #golpe com processos judiciais #Polícia Civil do Piauí #DRCC #fraude digital #falso advogado #Humberto Mácola