Polícia

Presos financiadores de acampamento para golpistas em frente ao QG do Exército

Operação Lesa Pátria cumpre 34 mandados judiciais em 7 estados e Distrito Federal

Da Redação

Quinta - 29/02/2024 às 15:08



Foto: Reprodução Adauto Lúcio de Mesquita e Joveci Xavier de Andrade presos durante operação da PF
Adauto Lúcio de Mesquita e Joveci Xavier de Andrade presos durante operação da PF

Os sócios do Melhor Atacadista, Adauto Lúcio de Mesquita e Joveci Xavier de Andrade, foram presos nesta quinta-feira  (29) acusados de financiar o acampamento em frente ao Quartel General do Exército, onde estavam as pessoas que participaram da invasão aos prédios dos três poderes. Além deles, foi preso o empresário paulista Diogo Artur Galvão, de 36 anos. A prisão ocorreu durante a 25º fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada hoje pela Polícia Federal.

Nessa operação, o objetivo de identificar quem financiou ou fomentou a manifestação do dia 8 de janeiro de 2023. Ao todo estão sendocumpridos 34 mandados judiciais, sendo 24 de busca e apreensão, três de prisão preventiva e sete de monitoramento eletrônico, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As ações acontecem no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal.

Além disso, foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Avalia-se que a quantia dos danos causados durante a invasão dos prédios possa chegar a R$ 40 milhões.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Em nota, a defesa de Adauto e Joveci diz não ter tido acesso à decisão que os levou à prisão.

"Ressalta-se que, desde o início, houve esforços para esclarecer todos os fatos, compromisso que será mantido perante o Supremo Tribunal Federal. A realização de apurações pelo Estado é considerada válida, e os investigados veem agora a oportunidade de elucidar completamente as questões em aberto. Eles reiteram seu compromisso com a democracia, o Estado de Direito, o respeito às Instituições, ao processo eleitoral, ao Ministério Público e ao Judiciário, com especial ênfase na sua instância máxima, o Supremo Tribunal Federal”, disse a defesa.

O comunicado também diz que o grupo empresarial, o qual os presos são sócios, “é contra o vandalismo e a intolerância política, e acredita que a democracia é feita com pensamentos diferentes, mas jamais com violência. A diretoria do Grupo respeita as Instituições brasileiras, a democracia e o Estado de Direito".

Fonte: Metrópoles

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