A Justiça do Piauí revogou a prisão preventiva de três empresários investigados pelo homicídio qualificado de José Carlos da Costa Araújo, homem em situação de rua encontrado morto no Centro de Teresina em novembro de 2025. A decisão substitui a prisão por medidas cautelares, permitindo que os acusados respondam ao processo em liberdade.
Os investigados são João Batista José de Lima, Marcos Antônio da Cruz Paz e Leocádio da Silva Filho. A decisão judicial foi assinada no final de janeiro deste ano e determinou que eles utilizem tornozeleira eletrônica, cumpram recolhimento domiciliar noturno, não frequentem bares ou festas e compareçam periodicamente à Justiça.
De acordo com o processo, a prisão preventiva havia sido decretada em 6 de dezembro de 2025, a pedido do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e cumprida no dia 15 do mesmo mês. Os três foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao analisar os pedidos das defesas, a Justiça entendeu que a prisão preventiva é uma medida excepcional e que, após a conclusão do inquérito policial e o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, não há mais risco de interferência na produção de provas. A decisão também considerou que os investigados são primários, possuem residência fixa, exercem atividades lícitas e colaboraram com as investigações.
Crime
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu na noite de 19 de novembro de 2025. O corpo de José Carlos foi encontrado na madrugada do dia seguinte na Avenida Maranhão, no Centro de Teresina, ao lado da própria mão decepada.
A vítima vivia em situação de rua e, segundo relatos colhidos pela polícia, já havia sido presa anteriormente pelo roubo de um aparelho de ar-condicionado. As investigações apontam que comerciantes da região vinham relatando furtos e arrombamentos em seus estabelecimentos.
De acordo com o delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, os três empresários teriam participado diretamente das agressões que resultaram na morte do homem. O assassinato foi marcado por extrema violência, com uso de barras de ferro e facões, e a vítima teria sido retalhada antes de ter a mão decepada.
Durante os depoimentos à polícia, dois dos investigados afirmaram que a intenção do grupo era conter os furtos que estariam sendo atribuídos à vítima na região central da capital.
Os empresários são proprietários de duas lojas de variedades e de uma distribuidora no Centro de Teresina. Após o crime, segundo relataram nas investigações, eles reforçaram a segurança nos estabelecimentos, contratando um serviço especializado.
Agora, com a revogação da prisão preventiva, os três seguem respondendo ao processo em liberdade, mas sob monitoramento e cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.
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