HOMICÍDIO

Áudios revelam que gerente de fast-food pode ter se envolvido com mulher de traficante

Os áudios foram divulgados no Whatsapp e contam detalhes sobre a morte do jovem


Matheus Nunes

Matheus Nunes Foto: Reprodução/Instagram

A morte do gerente de uma franquia do SubWay Matheus Nunes Castelo Branco, de 22 anos, pode ter relação com o tráfico de drogas. Áudios que circulam no WhatsApp já estão sendo analisados pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Matheus foi encontrado morto na manhã de ontem (15) na Estrada da Alegria, na zona Sul de Teresina. O jovem tinha várias marcas de tiro no corpo e os olhos arrancados.

"Isso é coisa de facção. Ele [Mateus] pegou foi uma gata aí que é mulher de um cara daquele preço mesmo. Mas também o Nunes já estava fechando com o 15, os cara já tá deve tá sabendo.  Já tá rolando o boato que foram os caras do 40 que fizeram isso com ele", relata um dos áudios.

Em um segundo áudio, o autor não identificado relata que o gerente foi assassinado depois de sair de uma festa com uma mulher identificada apenas como Vanessa e que será ouvida pela polícia.  "O Nego Ney estava com ele lá na Vila da Guia, na casa de uma menina aí. Teve uma hora que ele disse que iria pegar uma branca não sei aonde. A gata disse que ia com ele e saiu na moto dele. O Nego Ney disse que ia vazar e foi embora. Só recebeu a notícia de manhã que tinham roubado a moto dele, mas depois a notícia foi de que tinham matado ele mesmo".

Na linguagem dos criminosos, 'branquinha' significa cocaína e '15' é a abreviação de 1533, sigla numérica que faz referência à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Já '40' é o a facção Bonde dos 40.

Ouça os áudios:

Áudio 1

WhatsApp Audio 2020-07-16 at 11.59.41 (1).ogg

WhatsApp Audio 2020-07-16 at 11.59.41 (2).ogg

WhatsApp Audio 2020-07-16 at 12.09.59.ogg

O delegado Danúbio, do DHPP, está à frente das investigações. O caso pode ter sido motivado por crime passional ou envolvimento da vítima com atividades ilícitas como tráfico de drogas. No momento, a investigação ainda é preliminar e o DHPP ouvirá as testemunhas em breve. 

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