CRIME
Natalia Costa
13 de julho de 2026 às 14:01 ▪ Atualizado há 4 horas
Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente em Abatiá, no norte do Paraná, suspeita de encomendar o assassinato de uma funcionária da Casa Lar, instituição que acolhe crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade. O plano criminoso veio à tona após o próprio filho da investigada, de 16 anos, descobrir mensagens no celular da mãe detalhando a negociação do homicídio e denunciar o caso à vítima.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente continuava visitando os pais mesmo após ter sido acolhido pela instituição. Em uma dessas visitas, ouviu a mãe comentar que pretendia mandar matar uma funcionária da Casa Lar e decidiu verificar o celular dela.
Nas conversas encontradas pelo jovem, a mulher negociava o assassinato da funcionária e informava detalhes sobre a rotina da vítima. De acordo com a investigação, ela escreveu que queria "apagar uma infeliz do mapa", indicou o local onde a funcionária estacionava o carro e acertava o pagamento de R$ 3 mil para a execução do crime, chegando a definir a data em que faria o repasse do dinheiro.
Assustado com o conteúdo das mensagens, o adolescente procurou a funcionária e revelou todo o plano. A denúncia levou a Polícia Civil a iniciar as investigações, que culminaram na prisão preventiva da suspeita na última sexta-feira (10).
De acordo com o delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, a motivação do crime estaria relacionada à perda da guarda dos três filhos do casal. As crianças foram encaminhadas à Casa Lar após denúncias de maus-tratos, abandono intelectual e falta de cuidados básicos.
Segundo a polícia, a mulher passou a responsabilizar funcionárias da instituição pela decisão judicial que retirou seus filhos de sua guarda.
Embora as mensagens tenham sido apagadas do celular da investigada, os policiais conseguiram localizar o intermediário citado na negociação. Ele apresentou capturas de tela das conversas, que reforçaram as provas reunidas durante a investigação.
Ainda conforme o delegado, o homem afirmou que pretendia comunicar o caso às autoridades caso a mulher levasse o plano adiante. Ele não foi preso.
O marido da suspeita também é investigado por possível participação no caso, mas responde ao inquérito em liberdade.
A Polícia Civil informou que o inquérito está na fase final e será encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que deverá analisar as medidas cabíveis.
Fonte: ICL notícias
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