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Voluntariado leva apoio psicológico a regiões vulneráveis

Psicóloga brasileira coordena atendimentos na Venezuela após terremoto que vitimou 6 mil pessoas.

Teresinha Ferreira

28 de agosto de 2026 às 07:58 ▪ Atualizado há 8 horas

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  • Esly Carvalho, psicóloga de Brasília, é um exemplo de voluntariado ao usar sua experiência em traumas para ajudar vítimas de desastres.
  • Ela liderou uma intervenção na Venezuela após um terremoto e formou mais de 100 profissionais para atender 500 pessoas.
  • Esly usa a terapia EMDR para tratar traumas e realiza atendimentos online, incluindo para a psicoterapeuta venezuelana Deglya Flores.
  • No Brasil, o projeto Help, iniciado em 2017 em São Paulo, cresceu para 7 mil voluntários, oferecendo apoio psicológico e palestras em escolas.
  • Em Brasília, Thiago Domingos coordena ações de saúde mental para jovens, atendendo cerca de 5 mil pessoas.
  • O psicólogo Lucas Hedler apoia a comunidade trans em compartilhar experiências e planeja expandir o suporte pós-pandemia.
  • Serviços de apoio à saúde mental mencionados incluem o CVV e a Rede de Atenção Psicossocial do SUS.

Agência Brasil Apoio psicológico a regiões vulneráveis
Apoio psicológico a regiões vulneráveis

No Dia Nacional do Voluntariado, a psicóloga Esly Carvalho, atuando de Brasília, é um exemplo de como a doação de tempo pode transformar vidas. Especializada em traumas, Esly lidera iniciativas de apoio psicológico em regiões afetadas por desastres naturais e conflitos. Recentemente, ela desenvolveu um programa de intervenção na Venezuela, onde um terremoto em junho causou a morte de mais de 6 mil pessoas.

Com 45 anos de experiência, Esly Carvalho utiliza a terapia EMDR para desbloquear memórias dolorosas. “É possível fazer intervenções eficazes em grupos durante desastres”, afirma. Ela já formou mais de 100 profissionais que, juntos, atenderam 500 pessoas na Venezuela.

A psicóloga realiza atendimentos online semanalmente, e entre os ajudados está a psicoterapeuta Deglya Flores. “Foi maravilhoso porque muitos estavam altamente perturbados”, relata Deglya. Apenas 17 terapeutas na Venezuela são especialistas em trauma, e o grupo já ampliou seu alcance para ajudar vítimas de desastres na Colômbia.

Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis      Foto: Projeto Help/Divulgação
Jovens têm procurado com frequência os serviços de atendimento, diz especialista - Projeto Help/Divulgação

No Brasil, o projeto Help, iniciado por seis amigos em São Paulo (SP) em 2017, cresceu para 7 mil voluntários em todo o país. “Colocávamos nosso número de telefone em viadutos para ajudar quem estava sofrendo”, lembra Felipe Santos, coordenador do projeto. O grupo realiza palestras em escolas e oferece escuta em espaços públicos.

Em Brasília, Thiago Domingos, um militar da Marinha, coordena ações preventivas em saúde mental, especialmente entre jovens. Eles oferecem apoio nos "cantinhos do desabafo" e atendem cerca de 5 mil pessoas. A psicóloga voluntária Juliana Cei participa do projeto, destacando que há uma crise de saúde mental e solidão entre os jovens.

Outro voluntário, o psicólogo Lucas Hedler, trabalha com a comunidade trans para proporcionar um ambiente seguro para compartilhar experiências e inseguranças. Lucas planeja expandir o apoio a pessoas trans com históricos de traumas, especialmente após desafios enfrentados durante a pandemia.

Serviços gratuitos de apoio à saúde mental incluem o CVV: Centro de Valorização da Vida e a Rede de Atenção Psicossocial do SUS.

Fonte: Agência Brasil