TERREMOTO
Teresinha Ferreira
28 de julho de 2026 às 06:58 ▪ Atualizado há 54 minutos
Um forte terremoto de magnitude preliminar 7,1 atingiu o sudoeste do Japão nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, deixando pessoas feridas, provocando incêndios, desabamentos e danos na infraestrutura da ilha de Kyushu. Cerca de 40 mil imóveis ficaram sem energia elétrica e mais de 150 mil moradores receberam orientação para procurar centros de evacuação.
O tremor aconteceu por volta das 16h27 no horário local — 4h27 pelo horário de Brasília — e atingiu principalmente a província de Kumamoto. O epicentro foi localizado próximo à cidade de Uki, a uma profundidade estimada de 10 quilômetros.
A magnitude 7,1 foi divulgada de forma preliminar pela Agência Meteorológica do Japão (JMA). Medições iniciais podem ser revisadas à medida que os órgãos de monitoramento analisam mais informações sísmicas.
Feridos e edifícios destruídos
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou que existem pessoas feridas, mas o número de vítimas ainda estava sendo apurado até a última atualização.
Imagens transmitidas pela emissora pública NHK mostraram edifícios em chamas ou parcialmente destruídos, grandes rachaduras em estradas, danos em uma via elevada e o descarrilamento de um trem de carga.
As autoridades também receberam informações sobre pontes e rodovias danificadas. Equipes de emergência foram mobilizadas para procurar possíveis vítimas, avaliar imóveis e atender moradores das regiões mais afetadas.
O governo pediu que a população priorize a própria segurança, deixe áreas consideradas vulneráveis e siga as orientações dos serviços de emergência.
Alerta de tsunami foi retirado
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para a possibilidade de ondas de até um metro no Mar de Ariake e no Mar de Yatsushiro.
Moradores das áreas costeiras foram orientados a abandonar imediatamente as praias e permanecer em locais elevados ou afastados do mar. O alerta foi posteriormente retirado pelas autoridades japonesas.
Mesmo após o encerramento do aviso, a população foi orientada a evitar áreas costeiras vulneráveis e acompanhar as informações oficiais, considerando a possibilidade de novos tremores.
Trens suspensos e aeroporto fechado
O terremoto afetou o funcionamento dos transportes na ilha de Kyushu. A operadora JR Kyushu suspendeu os serviços ferroviários, incluindo as linhas do trem-bala Shinkansen, para realizar inspeções nos trilhos, estações e estruturas de segurança.
O Aeroporto de Kumamoto fechou temporariamente a pista. Voos foram desviados ou cancelados enquanto técnicos examinavam possíveis danos.
Empresas de telefonia registraram falhas nos serviços móveis provocadas por interrupções de energia e problemas nas linhas de transmissão. A Kyushu Electric Power informou que aproximadamente 40 mil residências e estabelecimentos ficaram sem eletricidade.
Usinas nucleares não registraram anormalidades
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão informou que não foram identificadas anormalidades nas instalações nucleares localizadas na região.
As usinas de Sendai e Genkai permaneceram sob acompanhamento. A Kyushu Electric Power realizou verificações de segurança e não encontrou problemas imediatos nos reatores em operação.
A indústria também adotou medidas preventivas. Trabalhadores de uma unidade da fabricante de semicondutores TSMC foram retirados do local, enquanto a Sony informou que avaliava as condições de sua fábrica na região.
Autoridades alertam para novas réplicas
A Agência Meteorológica do Japão advertiu que a região poderá registrar tremores fortes durante aproximadamente uma semana. O risco é considerado maior nos primeiros dois ou três dias depois do terremoto principal.
Também existe preocupação com deslizamentos de terra, principalmente em encostas e áreas onde o solo esteja instável. As autoridades recomendaram que os moradores não entrem em construções danificadas e mantenham rotas de evacuação desobstruídas.
Pelo menos 15 réplicas foram registradas nas primeiras horas, incluindo um tremor de magnitude preliminar 6,1, conforme informações divulgadas pelas autoridades japonesas.
Kumamoto sofreu terremoto devastador em 2016
A região de Kumamoto foi atingida por uma sequência de fortes terremotos em abril de 2016. De acordo com dados oficiais japoneses, 275 pessoas morreram e mais de 2,7 mil ficaram feridas direta ou indiretamente.
Milhares de edifícios foram danificados naquela ocasião, incluindo o histórico Castelo de Kumamoto, um dos principais pontos turísticos da região.
O Japão está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, área de intensa atividade sísmica e vulcânica. O país possui sistemas avançados de detecção, construções preparadas para tremores e protocolos de alerta e evacuação.
A situação permanece em atualização, e o número de vítimas e a dimensão completa dos danos ainda poderão mudar.
Fonte: Reuters, Agência Meteorológica do Japão e USGS.
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