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Papa Leão 14 faz alerta: “Deus rejeita orações de líderes com mãos sujas de sangue”

Líder religioso destacou que Cristo representa a paz e rejeita qualquer associação com a guerra.

Da Redação

Domingo - 29/03/2026 às 13:26



Foto: Alberto Pizzoli/AFP Papa Leão 14 condena guerra e critica líderes mundiais
Papa Leão 14 condena guerra e critica líderes mundiais

Em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, o Papa Leão XIV fez, neste domingo, uma das declarações mais firmes de seu pontificado ao condenar líderes que promovem guerras. Segundo ele, Deus não acolhe preces de quem carrega responsabilidade por violência e mortes.

Durante a celebração do Domingo de Ramos, realizada na Praça de São Pedro, diante de uma multidão de fiéis, o pontífice classificou o cenário atual como “atroz” e reforçou que a figura de Jesus não pode ser utilizada como justificativa para conflitos armados.

Ao discursar sob forte sol para milhares de pessoas, o líder religioso destacou que Cristo representa a paz e rejeita qualquer associação com a guerra. Ele enfatizou que ninguém pode invocar o nome de Jesus para legitimar ações violentas.

Recorrendo a uma passagem bíblica, o papa afirmou que Deus ignora as orações de quem promove destruição. Segundo ele, ainda que esses líderes intensifiquem suas preces, não serão ouvidos, pois suas mãos estão “manchadas de sangue”.

Apesar de não citar nomes diretamente, o pontífice tem elevado o tom contra a guerra nas últimas semanas, especialmente diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã.

Ao final da celebração, o papa também demonstrou preocupação com os cristãos que vivem no Oriente Médio, ressaltando que muitos enfrentam dificuldades extremas e podem até ser impedidos de celebrar a Páscoa devido à violência.

Conhecido por sua postura cautelosa, o líder da Igreja Católica tem reforçado, em diversas ocasiões, o apelo por um cessar-fogo imediato, defendendo o fim das hostilidades e a busca por soluções pacíficas.

O cenário internacional se agravou após ações militares conjuntas entre Estados Unidos e Israel, iniciadas em 28 de fevereiro, quando autoridades chegaram a utilizar argumentos de cunho religioso para justificar os ataques, ampliando ainda mais a tensão global.

Fonte: Uol

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