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ABUSO INFANTIL

OMS aponta abuso infantil sofrido por maioria dos jovens europeus

Relatório revela que dois em cada três jovens na Europa vivenciaram adversidades na infância.

Teresinha Ferreira

06 de outubro de 2026 às 11:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Dois em cada três jovens europeus sofreram abusos, negligência ou violência na infância.
  • Pesquisa da OMS envolveu 26 mil pessoas entre 18 e 30 anos na UE, Noruega e Islândia.
  • Um em cada cinco entrevistados vivenciou quatro ou mais tipos de experiências adversas.
  • 76,3% dos jovens afetados buscaram apoio para saúde mental.
  • Experiências negativas aumentam o risco de abandono escolar, desemprego e dificuldades econômicas.
  • OMS destaca a necessidade de ações sociais e econômicas para enfrentar o problema.
  • Recomenda-se a colaboração entre sistemas de saúde, educação e justiça para ajudar os afetados.

Agência Brasil Abuso infantil sofrido
Abuso infantil sofrido

Dois em cada três jovens europeus relataram ter sofrido abusos, negligência ou violência doméstica durante a infância, conforme relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo envolveu 26 mil pessoas entre 18 e 30 anos na União Europeia, Noruega e Islândia. Um em cada cinco entrevistados passou por quatro ou mais tipos de experiências adversas.

Dos jovens afetados, 76,3% buscaram apoio para saúde mental. Eles enfrentam maior probabilidade de sofrer e exercer violência, além de experienciarem 'ciberbullying'. Os dados foram coletados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

A OMS destaca que essas experiências na infância aumentam o risco de abandono escolar, desemprego e dificuldades econômicas. Há também menor confiança social e sentimento de pertencimento.

“Ambientes de violência na infância podem refletir negativamente na vida escolar e profissional”, afirmou Natasha Azzopardi-Muscat, diretora da OMS Europa.

A organização enfatiza que se trata de um desafio social e econômico, exigindo ação além dos serviços de saúde para enfrentar questões como pobreza e exclusão social.

A OMS recomenda que sistemas de saúde, educação e justiça atuem para detectar e ajudar pessoas atingidas, visando quebrar esse ciclo intergeracional.

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Fonte: Agência Brasil