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PENA DE MORTE

Mulher recebe duas injeções letais, sobrevive e execução é suspensa.

Christa Pike recebeu duas aplicações previstas no protocolo de injeção letal, permaneceu viva e foi levada para atendimento médico; Tennessee abriu investigação sobre o procedimento

Da Redação

01 de outubro de 2026 às 11:47 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Uma execução por injeção letal falhou no Tennessee, deixando Christa Gail Pike viva após duas etapas do protocolo.
  • O governador Bill Lee suspendeu as execuções estaduais até o final de 2026 e ordenou uma revisão do procedimento.
  • Christa Pike seria a primeira mulher executada em cerca de dois séculos no Tennessee.
  • O protocolo prevê uma segunda dose do medicamento, mas não tem diretrizes para o caso de falha após essa etapa.
  • Este foi o segundo problema com execuções no Tennessee em 2026, após dificuldades em um caso anterior.
  • Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995.
  • A defesa de Pike levantou questões sobre sua infância e saúde mental.
  • O incidente aumentou os questionamentos sobre o protocolo de injeção letal no estado.

Divulgação Christa Gail Pike
Christa Gail Pike

Uma tentativa de execução por injeção letal terminou sem a morte da condenada no Tennessee, nos Estados Unidos, e levou o governo estadual a suspender as execuções previstas para o restante de 2026. Christa Gail Pike, de 50 anos, permaneceu viva após duas etapas do protocolo e precisou ser encaminhada para atendimento médico.

A tentativa ocorreu na noite de quarta-feira (30), na Riverbend Maximum Security Institution, em Nashville. Pike seria a primeira mulher executada pelo Tennessee em cerca de dois séculos.

De acordo com relatos de testemunhas e documentos judiciais, ela recebeu duas doses do medicamento utilizado no procedimento, mas continuou apresentando sinais vitais. Advogados apresentaram pedidos emergenciais para interromper a execução e garantir atendimento médico. O Departamento de Correção do Tennessee informou posteriormente que Pike havia sido transferida para uma unidade médica fora do presídio.

Governador suspende execuções

Após o episódio, o governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma revisão abrangente e independente para esclarecer o que aconteceu durante o procedimento. Lee também suspendeu a outra execução que estava programada no estado para este ano. O condenado Gary Wayne Sutton tinha execução prevista para 3 de dezembro.

Com isso, o Tennessee não deverá realizar novas execuções até, pelo menos, o fim de 2026, enquanto o procedimento utilizado no caso Pike é analisado. O Departamento de Correção sustenta que seus funcionários cumpriram todas as etapas previstas no protocolo estadual aprovado pelas autoridades jurídicas.

Protocolo previa segunda aplicação

O protocolo de injeção letal do Tennessee prevê uma segunda etapa de administração do medicamento caso o preso não seja declarado morto após a primeira. O problema evidenciado pelo caso de Christa Pike é que o protocolo não estabelece claramente um procedimento adicional caso a pessoa permaneça viva após a segunda etapa. Testemunhas da imprensa que acompanharam a tentativa de execução relataram que Pike ainda apresentava sinais de vida quando deixaram a área destinada à observação do procedimento.

Segunda execução problemática no Tennessee em 2026

O episódio envolvendo Christa Pike não foi o primeiro problema enfrentado pelo Tennessee neste ano. Em maio, as autoridades interromperam a execução de Tony Carruthers depois de dificuldades para estabelecer os acessos intravenosos necessários para a aplicação das drogas. Agora, o novo episódio amplia os questionamentos sobre a aplicação do protocolo de injeção letal no estado e será objeto da revisão determinada pelo governador.

Quem é Christa Pike

Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995, em Knoxville. Pike tinha 18 anos na época do crime. O caso ganhou grande repercussão nos Estados Unidos pela violência empregada contra a vítima.

Antes da execução, a defesa apresentou sucessivos recursos e alegou, entre outros pontos, que aspectos relacionados à infância de Pike e a seu histórico de saúde mental não teriam recebido consideração suficiente durante o processo que resultou na pena de morte.

Na quarta-feira, um tribunal federal chegou a suspender temporariamente a execução. Posteriormente, a Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o procedimento fosse realizado. A execução começou horas depois, mas não foi concluída conforme previsto.

O governo do Tennessee agora deverá aguardar o resultado da investigação independente para esclarecer as causas da falha e avaliar os próximos procedimentos relacionados à pena de morte no estado.

Os relatos desta quinta-feira confirmam que Pike permaneceu viva após duas etapas do protocolo e foi encaminhada para atendimento médico. Tennessee Lookout O governo estadual suspendeu a execução de Gary Wayne Sutton, marcada para dezembro, e determinou revisão por terceiros. Tennessee Lookout

Tennessee halts scheduled executions after inmate survives lethal injection