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BLOQUEIO DOS EUA

EUA bloqueiam pautas de gênero na COP17 e recebem críticas

Sociedade civil e líderes indígenas desafiam postura dos EUA em conferência

Teresinha Ferreira

25 de agosto de 2026 às 09:38 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Representantes criticaram os EUA na COP17 por bloquear pautas sociais, especialmente a igualdade de gênero.
  • A palavra 'gênero' foi removida das negociações por pressão dos EUA, refletindo a administração Trump.
  • Beth Roberts associou o nacionalismo americano ao patriarcado e autoritarismo.
  • A COP17 requer consenso para decisões, mas a oposição dos EUA pode impedir avanços.
  • Jennifer Tauli Corpuz criticou a ideia de consenso como veto absoluto.
  • Hindou Oumarou Ibrahim defendeu a integração de ciência com conhecimento tradicional.
  • Brasil e União Europeia apoiam a inclusão da sociedade civil nas negociações.
  • O ministro João Paulo Capobianco defendeu a participação dos mais impactados.

Agência Brasil EUA bloqueiam pautas de gênero na COP17
EUA bloqueiam pautas de gênero na COP17

Representantes da sociedade civil e de povos tradicionais criticaram os Estados Unidos na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) por bloquearem pautas sociais. O evento ocorre em meio a tensões sobre inclusão de gênero nas negociações.

Desde o início da COP17, os EUA têm sido contra a discussão de pautas de igualdade de gênero, segundo Beth Roberts, articuladora de gênero da conferência. Ela afirmou que a palavra 'gênero' foi excluída das negociações por pressão norte-americana, uma postura que reflete a administração de Donald Trump.

Beth destacou que o nacionalismo americano está relacionado a estruturas de poder patriarcais. "O autoritarismo dos EUA não está desconectado do patriarcado. Precisamos discutir poder", afirmou.

As decisões da COP17 devem ser baseadas em consenso, mas a oposição de um país pode impedir avanços importantes, incluindo questões essenciais como agendas e mecanismos globais.

Jennifer Tauli Corpuz, líder do povo Kankana-ey Igorot, também criticou o conceito de consenso adotado. "Consenso não é veto absoluto. A objeção de um não pode comprometer o bem coletivo", destacou.

A líder pastoral Hindou Oumarou Ibrahim defendeu a integração de ciência e conhecimento tradicional. Ela afirmou que as comunidades têm soluções reais para as questões discutidas no evento.

Brasil e União Europeia têm se posicionado a favor da inclusão da sociedade civil. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que é essencial incluir os mais impactados nas negociações. "Devemos enfrentar a resistência e garantir a participação de todos", concluiu.

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Fonte: Agência Brasil