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SANÇÕES INTERNACIONAIS

EUA aplicam sanções ao TPI após ex-juíza vencer Nobel da Paz

Decisão de Trump sobre Tribunal Penal Internacional gera tensão com aliados europeus

Teresinha Ferreira

10 de outubro de 2026 às 00:18 ▪ Atualizado há 47 minutos

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  • Os EUA, sob Trump, impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
  • As sanções ocorrem após a ex-juíza do TPI, Navi Pillay, receber o Prêmio Nobel da Paz.
  • Há tensão diplomática entre os EUA e países europeus devido às sanções.
  • Nazhat Shameem Khan, vice-promotora do TPI, criticou as sanções dizendo que elas visam minar o Estado de Direito.
  • As sanções também podem afetar empresas que trabalham com o TPI.
  • Marco Rubio declarou a intenção de cortar recursos do TPI, paralisando suas operações.
  • O TPI, fundado em 2002, inclui 125 Estados-membros, mas não os EUA ou a Turquia.
  • Navi Pillay ressaltou a importância de apoiar o direito internacional e tribunais independentes para manter a justiça global.

Agência Brasil EUA aplicam sanções ao TPI
EUA aplicam sanções ao TPI

Os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira (9), após uma de suas ex-juízas, Navi Pillay, ter sido agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. A medida gera tensão diplomática com países europeus aliados.

Nazhat Shameem Khan, vice-promotora do TPI, condenou as sanções e afirmou que não impedirão o trabalho da instituição. "As sanções visam minar o Estado de Direito em nível internacional e o trabalho que uma instituição judiciária independente está realizando", declarou Khan.

O governo Trump se opõe ao TPI, tendo já sancionado promotores e juízes. As novas sanções podem punir também empresas que prestam serviços ao tribunal. Marco Rubio, secretário de Estado, declarou: "Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar".

O TPI, fundado em 2002, tem 125 Estados-membros, incluindo todos os países da União Europeia e da Otan, exceto EUA e Turquia. Essencial para julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, enfrenta agora desafios devido às novas sanções norte-americanas.

Navi Pillay, ex-juíza do TPI, destacou que os ataques ao direito internacional colocam em risco a justiça global. Ela afirma que é crucial apoiar o Estado de Direito e tribunais independentes para um mundo pacífico.

Fonte: Agência Brasil