TENSÃO INTERNACIONAL
Teresinha Ferreira
30 de outubro de 2026 às 07:31 ▪ Atualizado há 3 horas
O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, declarou que a ameaça de invasão dos Estados Unidos é considerada real pelo governo cubano. Segundo ele, o país está se preparando para possíveis ações militares sob o comando do presidente Donald Trump.
O diplomata enfatizou que Cuba convocou a comunidade internacional e a imprensa a se posicionarem contra qualquer agressão militar à ilha. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba”, alertou. Ele reforçou ainda que a maioria dos cubanos apoia a soberania do país e está disposta a resistir a qualquer interferência militar.
Desde que Donald Trump reassumiu a presidência em janeiro de 2025, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre Havana, implementando novas sanções e bloqueios energéticos rigorosos. De acordo com Palomo, Cuba ficou três meses sem receber petróleo devido ao bloqueio americano. Trump já expressou seu desejo de "tomar Cuba", mencionando isso como uma honra e intenção futura após lidar com conflitos envolvendo o Irã.
A administração Trump chegou a classificar Cuba como uma "ameaça incomum e extraordinária", acusando o país de proteger adversários dos Estados Unidos e roubar informações de segurança.
Victor Manuel Cairo Palomo criticou a visão americana, chamando-a de "ridícula", e argumentou que Cuba, sendo um país pequeno e economicamente sufocado, não representa ameaça aos EUA. Segundo ele, uma invasão seria considerada genocida devido à disparidade de poder militar entre as nações.
Além das sanções, o Departamento de Estado dos EUA recentemente visou empresas de "tecnologias sensíveis" relacionadas a Cuba e pediu a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro. Palomo declarou que os cubanos têm o direito de resolver seus próprios problemas sem interferência externa.
Fonte: Agência Brasil
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