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COMÉRCIO INTERNACIONAL

Brasil critica tarifas dos EUA como discriminatórias

Ministros alegam quebra de regras comerciais internacionais em reunio com Washington.

Teresinha Ferreira

31 de agosto de 2026 às 16:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Brasil está insatisfeito com tarifas impostas pelos EUA, consideradas discriminatórias e contra regras internacionais de comércio.
  • A insatisfação foi discutida em uma reunião virtual com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
  • Os EUA justificam as tarifas com base na Seção 301 da Lei de Comércio, argumento que o Brasil contesta.
  • As negociações entre os países continuam, com reuniões técnicas previstas.
  • A disputa intensificou após um telefonema entre os presidentes Lula e Trump.
  • O Brasil enfrenta uma taxa adicional de 25% e uma sobretaxa de 12,5% impostas pelos EUA.
  • Os EUA alegam irregularidades como práticas comerciais desleais, mas o Brasil rejeita estas alegações.
  • A situação ocorre em um contexto de competição geopolítica entre EUA e China na América Latina.

Agência Brasil Tarifas dos EUA
Tarifas dos EUA

O Brasil expressou insatisfação com as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos em reunião realizada nesta segunda-feira (31). Segundo os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, as medidas são discriminatórias e violam as regras internacionais de comércio.

Os detalhes foram apresentados durante uma reunião virtual com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Em nota conjunta, os ministérios destacaram que as justificativas dos EUA, fundamentadas na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, não espelham as práticas efetivas do Brasil.

Apesar dessas divergências, os dois países continuarão as negociações. Estão previstas reuniões técnicas nas próximas semanas, que poderão ocorrer de forma virtual ou presencial, além de um novo encontro ministerial para avaliar o progresso.

A disputa se intensificou após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto, quando Lula contestou as tarifas e Trump sugeriu retomar as negociações.

O Brasil enfrenta uma taxa adicional de 25% imposta pelos EUA e uma sobretaxa de 12,5%, alegadas por irregularidades trabalhistas. A primeira medida se baseou na investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA sobre práticas comerciais supostamente desleais, incluindo a questão do Pix e o mercado de etanol, argumentos rejeitados pelo governo brasileiro.

Este contexto se desenrola em meio à crescente competição entre Estados Unidos e China por influência na América Latina, atribuindo uma complexidade geopolítica às conversas entre Brasília e Washington.

Fonte: Agência Brasil