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INFRAESTRUTURA

Transnordestina realiza nova operação de transporte de grãos entre Piauí e Ceará

Operação entre Bela Vista (PI) e Iguatu (CE) reforça evolução da obra rumo à consolidação da infraestrutura

Da Redação

Segunda - 12/01/2026 às 10:29



Foto: Transnordestina começa testes de transporte de cargas entre Piauí e Ceará
Transnordestina começa testes de transporte de cargas entre Piauí e Ceará

A Ferrovia Transnordestina realizou, nesse domingo (11), mais uma operação de transporte de cargas, consolidando o avanço da obra rumo à fase operacional. Ao todo, 20 vagões carregados com sorgo seguirão do município de Bela Vista, no Piauí, até o Terminal Integrador de Iguatu (Tipi), no Ceará. A saída ocorreu às 14h, com chegada estimada entre 5h e 6h da madrugada de segunda-feira (12).

A nova operação ocorre 24 dias após a primeira viagem experimental da ferrovia, realizada em 18 de dezembro de 2025. Na ocasião, mil toneladas de milho foram transportadas ao longo de 585 quilômetros em aproximadamente 12 horas, no mesmo trecho entre os dois estados. A etapa foi considerada um marco técnico e indicou a evolução do empreendimento para fases de verificação operacional e consolidação da infraestrutura já implantada.

A expectativa é que a Ferrovia Transnordestina seja concluída integralmente até 2028. Segundo o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Alexandre, a obra deixou de ser apenas um projeto de longo prazo e já se consolida como realidade operacional.

“A Transnordestina deixou de ser uma promessa de longo prazo para se consolidar como uma realidade operacional. Este aporte de R$ 700 milhões reafirma o papel da Sudene na viabilização de uma obra com alto potencial de transformação da logística nordestina”, afirmou o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada ao MIDR, Francisco Alexandre. Os recursos são provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), instrumento regional de financiamento administrado pelo MIDR.

Investimentos bilionários garantem avanço das obras

Os investimentos do FDNE na Ferrovia Transnordestina já ultrapassam R$ 5,3 bilhões, com a liberação de novos recursos para a continuidade do projeto. Desde 2023, o financiamento vem sendo estruturado pela Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI), vinculada ao MIDR. Além desse montante, o ministério contribuiu para a liberação de R$ 800 milhões oriundos do leilão do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

No último dia 22 de dezembro, foram liberados mais R$ 700 milhões, assegurando a continuidade das obras e a execução dos contratos em andamento. De acordo com a secretária substituta da SNFI, Fabíola Furtado Barros, o reforço financeiro garante estabilidade ao cronograma e fortalece o fluxo de trabalho ao longo de todo o traçado da ferrovia.

“Esse aporte de R$ 700 milhões reafirma o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do Nordeste. A Transnordestina é uma obra fundamental para integrar territórios, dinamizar cadeias produtivas e promover um crescimento mais equilibrado e sustentável entre as regiões do país”, destacou.

Atualmente, a ferrovia tem 100% de sua execução contratada. Recentemente, foram assinadas as ordens de serviço dos lotes 9 e 10, que ligam Baturité a Aracoiaba (46 km) e Aracoiaba a Caucaia (51 km), respectivamente. Esses trechos são considerados os mais complexos do projeto e estratégicos para a conclusão da Fase 1, prevista para 2027, garantindo a ligação da ferrovia ao Porto do Pecém, no Ceará.

Projeto estratégico para o Nordeste

Com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, a Ferrovia Transnordestina é um dos principais projetos estruturantes do Nordeste brasileiro. O empreendimento tem como objetivo integrar regiões produtoras do interior aos portos do litoral, ampliando a competitividade logística, reduzindo custos de transporte e impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

Além de fortalecer cadeias produtivas estratégicas, a ferrovia contribui para a geração de emprego e renda e para a redução das desigualdades regionais, consolidando-se como um eixo fundamental para o crescimento sustentável do Nordeste.

Fonte: Com informações do MIDR

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