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SEM ÔNIBUS

Teresina fica fora de repasse do PAC que vai garantir 727 novos ônibus em oito estados

Prefeitura de Teresina não respondeu se apresentou alguma proposta ou projeto ao Governo Federal visando captar os recursos destinados ao transporte público

Redação

20 de maio de 2026 às 17:28 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • Teresina não recebeu investimento de R$ 1,16 bilhão do Novo PAC Mobilidade Urbana.
  • O investimento será destinado a oito estados para modernizar frotas de transporte coletivo.
  • O silêncio da Prefeitura de Teresina sugere que não foram enviados projetos ou cartas-consulta.
  • A exclusão ocorre durante uma crise no transporte coletivo da cidade, com ameaças de greve geral.
  • Cidades vizinhas como São José dos Campos, Blumenau e Belo Horizonte receberão novos veículos.
  • Teresina enfrenta aumento nos gastos com transporte alternativo devido à escassez de ônibus.
  • A Câmara Municipal de Teresina convocou uma audiência pública para discutir o tema.

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Sem projetos: Teresina perde espaço em investimento de R$ 1,16 bilhão do Novo PAC da Mobilidade

Capital do Piauí ficou fora de repasse do Governo Federal que vai garantir 727 novos ônibus em oito estados; silêncio da prefeitura coincide com debates na Câmara Municipal

Em meio a uma das maiores crises históricas de seu sistema de transporte coletivo, Teresina ficou de fora de um investimento de mais de R$ 1,16 bilhão anunciado pelo Governo Federal através do Novo PAC Mobilidade Urbana. O Ministério das Cidades informou que os recursos bilionários serão destinados a municípios de oito estados (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná) para a modernização de frotas e eficiência operacional. 

O montante, oriundo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), garantirá a aquisição de 727 novos ônibus no país. Procurada para esclarecer se enviou cartas-consulta ou projetos dentro dos editais obrigatórios, a Prefeitura de Teresina não deu retorno.

A notícia da exclusão da capital piauiense chega na mesma semana em que os usuários  enfrentaram paralisações forçadas e a iminência de uma greve geral dos rodoviários. Enquanto cidades vizinhas se articulam para receber frentes tecnológicas expressivas, como São José dos Campos (SP), que abocanhou R$ 879,4 milhões para a compra de 400 ônibus elétricos, além de Blumenau (SC) e Belo Horizonte (MG), que receberão 60 e 38 novos veículos, respectivamente, o passageiro teresinense segue dependendo de frotas reduzidas e precárias. 

O silêncio administrativo sobre a perda do recurso federal agrava o cenário de insatisfação popular, que gerou gastos de até 150% a mais com transporte alternativo nos últimos dias.

Como reflexo do colapso, a Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta terça-feira (19), a realização de uma audiência pública marcada para o dia 1º de junho, às 11h. Proposto pelo vereador João Pereira, o debate pretende colocar frente a frente representantes do Palácio da Cidade, do sindicato dos trabalhadores (Sintetro), do sindicato patronal (Setut) e a sociedade civil organizada. Ao criticar o atual modelo de concessão da capital, o parlamentar classificou o sistema municipal como "falido" e alertou que, atualmente, cerca de metade da população teresinense já perdeu completamente o acesso ao transporte público regular por falta de linhas e veículos circulando nos bairros.



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