O preenchimento peniano, tema que ainda gera curiosidade, dúvidas e até preconceito, foi o assunto central do podcast Papo de Jaleco, apresentado pela jornalista Malu Barreto. O entrevistado foi o urologista Dr. Vilson Bezerra, que explicou de forma direta como funciona o procedimento, quando ele é indicado e quais os riscos envolvidos. O especialista afirma que já realizou mais de 700 procedimentos no estado, a maior marca do Piauí e uma das maiores do Nordeste. Ele atua com a técnica há cerca de dois anos, após treinamento fora do país, e mantém acompanhamento dos resultados para garantir segurança aos pacientes.
Durante a entrevista, o médico esclareceu o que é, de fato, o preenchimento, ressaltando que a cirurgia não tem como objetivo aumentar o comprimento do pênis. “Ele não aumenta o tamanho em ereção. O principal ganho é em espessura, na circunferência”, explicou. Em média, segundo ele, o pênis do brasileiro tem cerca de 13 centímetros em ereção, o que está dentro da normalidade.
Urologista Dr. Vilson Bezerra, explicou de forma direta como funciona o preenchimento peniano
O material mais usado o ácido hialurônico, substância já utilizada na medicina estética por ser compatível com o organismo. Ele reforçou que existem outros materiais, mas alertou que alguns são perigosos. “Tem produtos que são totalmente proibidos para essa região e podem causar complicações graves, como necrose e infecção”, disse.
O médico também explicou que, na maioria dos casos, o procedimento é estético. No entanto, pode ter indicação terapêutica em situações específicas. “Tem pacientes que têm um transtorno psicológico relacionado à aparência do órgão. Isso pode afetar a performance sexual. Nesses casos, o preenchimento pode ajudar, junto com acompanhamento psicológico”, afirmou.
Um dos pontos mais enfatizados na entrevista foi a necessidade de que o procedimento seja realizado exclusivamente por médicos. “O preenchimento peniano é um ato médico. Quando feito por quem não é médico, é exercício ilegal da medicina e pode trazer riscos sérios ao paciente”, alertou, citando inclusive normas do Conselho Federal de Medicina e da Sociedade Brasileira de Urologia.
Urologista Dr. Vilson Bezerra e jornalista Malu Barreto
Sobre o procedimento em si, Dr. Vilson disse que é rápido e, em geral, pouco doloroso. “Dura de 10 a 30 minutos e é feito com anestesia local. O paciente sai no mesmo dia”, explicou. Após a aplicação, é necessário um período de cuidados, como evitar relações sexuais por cerca de uma semana para reduzir o risco de infecção.
Outro ponto abordado foi o resultado. Segundo o médico, quando feito com técnica adequada, o efeito tende a ser natural. “Muitas vezes a pessoa percebe que houve uma mudança, mas não sabe exatamente o que foi feito”, disse. Ele também explicou que o resultado não é permanente e pode exigir manutenção ao longo do tempo.
O resultado do preenchimento peniano não é permanente e pode exigir manutenção ao longo do tempo
O tema tem ganhado mais visibilidade nos últimos anos, impulsionado por redes sociais e pela busca crescente por procedimentos estéticos. No entanto, especialistas alertam que a falta de informação ainda é um dos principais riscos, principalmente quando pacientes recorrem a profissionais não habilitados. O médico reforçou que, apesar de ser um procedimento considerado seguro quando bem indicado, ele não é isento de riscos. “É preciso ter critério, técnica e responsabilidade. Segurança deve vir sempre em primeiro lugar”.
Veja a entrevista completa no canal do Portal Piauí Hoje no Youtube, acessando o link abaixo:
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