Geral

ALERTA NAS ESCOLAS

PeNSE 2024: meninas lideram casos de violência sexual entre estudantes no Brasil

Os dados também indicam que os casos são mais frequentes entre adolescentes de 16 e 17 anos,

Da Redação

Quarta - 25/03/2026 às 12:27



Foto: Anete Lusina/Pexels Meninas sofrem mais violência sexual, aponta PeNSE 2024
Meninas sofrem mais violência sexual, aponta PeNSE 2024

Quase um em cada cinco estudantes brasileiros já foi vítima de violência sexual ao longo da vida. O dado alarmante, revelado pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que 18,5% dos adolescentes entre 13 e 17 anos relataram ter sido tocados, beijados ou expostos contra a própria vontade — situação ainda mais grave entre meninas, que concentram mais que o dobro dos casos em relação aos meninos.

As informações fazem parte da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, realizada em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. O levantamento ouviu estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país e apontou um crescimento desse tipo de violência em comparação com 2019, com aumento mais expressivo entre meninas e alunos da rede pública.

Os dados também indicam que os casos são mais frequentes entre adolescentes de 16 e 17 anos, embora a violência atinja vítimas ainda mais jovens. Entre os cerca de 1,1 milhão de estudantes que relataram relação sexual forçada, a maioria afirmou ter sofrido esse tipo de abuso aos 13 anos ou menos.

Além da violência sexual, a pesquisa acende outro alerta: o bullying segue em alta no ambiente escolar. Mais de um quarto dos estudantes (27,2%) relatou ter sofrido agressões repetidas recentemente, número superior ao registrado na edição anterior. As meninas aparecem como as principais vítimas, enquanto os meninos lideram entre os que admitem praticar esse tipo de violência.

O problema também ultrapassa os muros da escola. O chamado cyberbullying já atinge cerca de 1 em cada 8 adolescentes no Brasil, sendo mais comum entre meninas e estudantes da rede pública. Ao mesmo tempo, cerca de 10% dos jovens admitem já ter praticado ataques virtuais, mostrando que o fenômeno é amplo e disseminado.

Apesar dos dados preocupantes sobre violência, o levantamento trouxe alguns sinais positivos. Houve redução no consumo de cigarro, álcool e drogas ilícitas entre os adolescentes, além de melhora em parte dos indicadores de saúde mental. Também foi registrado o adiamento da iniciação sexual, embora tenha havido queda no uso de preservativos.

Outro ponto de atenção é a relação dos jovens com o próprio corpo. A satisfação com a imagem corporal caiu ao longo dos anos e atingiu o menor nível da série histórica em 2024, indicando um cenário de maior insatisfação entre os adolescentes brasileiros.

Fonte: IBGE

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: