OPERAÇÃO DE CARGAS
Da Redação
27 de abril de 2026 às 17:03 ▪ Atualizado há 4 minutos
A Cnaga, empresa reconhecida nacionalmente na operação de terminais alfandegários, vai construir uma nova unidade dentro do Porto Piauí, em Luís Correia. O terminal ocupará 27 mil metros quadrados, com galpões e toda a estrutura necessária para o transporte de cargas e contêineres. O investimento inicial é de R$ 21 milhões. As primeiras operações previstas serão no modelo de cabotagem, que é o transporte de cargas entre portos do mesmo país.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o setor aquaviário brasileiro movimentou 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, um crescimento de 6,1% em relação a 2024. A cabotagem sozinha alcançou 303,7 milhões de toneladas, alta de 3,4% no período. Só os portos do Nordeste foram responsáveis por 60,7 milhões de toneladas transportadas por cabotagem no ano passado.

A parceria entre a empresa, a Porto Piauí e a Investe Piauí vem sendo construída desde o ano passado. Em setembro de 2025, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, assinou um acordo comercial para que a Cnaga operasse o terminal de cargas e contêineres do porto piauiense.
Fundada em 1967, a Cnaga foi pioneira ao criar o primeiro armazém alfandegado do país autorizado a operar o regime especial de entreposto aduaneiro na importação e exportação. Atualmente, a empresa opera terminais informatizados em São Paulo, especializados na armazenagem de carga geral e granel sólido mineral.
O Porto Piauí, em Luís Correia, é um dos maiores projetos de infraestrutura do estado e deve reduzir custos de transporte, fortalecer cadeias produtivas, gerar empregos e ampliar a participação do Piauí no comércio nacional e internacional. A previsão é que as operações comerciais comecem ao longo de 2026.
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