As instituições do sistema de justiça do Piauí estão se organizando para realizar um mutirão de julgamentos pelo Tribunal do Júri. O objetivo da medida é conferir maior rapidez à tramitação de processos de crimes dolosos contra a vida, que são de competência do júri popular. A data para o início do mutirão ainda não foi definida pelas instituições.
O anúncio foi feito após uma reunião de alinhamento realizada na semana passada com representantes de quatro órgãos essenciais para a realização da iniciativa: o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), o próprio TJ-PI, a Corregedoria-Geral de Justiça do estado e a Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE-PI).
A promotora Everângela Barros destacou a importância da ação. "Os crimes dolosos contra a vida são uma matéria extremamente sensível para o Ministério Público. Por isso, esperamos que este mutirão seja exitoso, assegurando respostas efetivas à sociedade, fortalecendo o combate à criminalidade e reafirmando o compromisso com a Justiça. De nossa parte, todos os esforços serão envidados para tal fim", afirmou.
Mutirões judiciais são estratégias adotadas por tribunais de todo o país para reduzir o acúmulo de processos em determinadas varas ou áreas do direito. No caso do Tribunal do Júri, que é responsável por julgar crimes como homicídio e tentativa de homicídio, essas iniciativas buscam desafogar a pauta e oferecer uma resolução mais rápida para casos que, muitas vezes, aguardam julgamento por anos, impactando famílias e a própria credibilidade da justiça.
Iniciativas busca oferecer uma resolução mais rápida para casos que, muitas vezes, aguardam julgamento por anos
Pelo Ministério Público, participou a promotora de Justiça Everângela Barros, secretária-geral do Gabinete da Procuradora-Geral de Justiça, que representou a procuradora-geral Cláudia Seabra. O Tribunal de Justiça foi representado pelo seu presidente, desembargador Aderson Nogueira, e pelo corregedor-geral de Justiça, Erivan Lopes. O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral, Ulysses Gonçalves, e o defensor público Gerson Henrique, diretor das Defensorias Criminais, completaram o grupo de trabalho.
Fonte: Ministério Público do Piauí
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