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ACÚMULO DE PROCESSOS

Justiça do Piauí planeja mutirão para agilizar julgamentos de crimes contra a vida

Iniciativa reúne Ministério Público, Tribunal de Justiça, Corregedoria e Defensoria Pública para organizar sessões concentradas do Tribunal do Júri

Da Redação

Domingo - 08/02/2026 às 19:27



Foto: Demora em julgamentos impacta famílias e a própria credibilidade da justiça
Demora em julgamentos impacta famílias e a própria credibilidade da justiça

As instituições do sistema de justiça do Piauí estão se organizando para realizar um mutirão de julgamentos pelo Tribunal do Júri. O objetivo da medida é conferir maior rapidez à tramitação de processos de crimes dolosos contra a vida, que são de competência do júri popular. A data para o início do mutirão ainda não foi definida pelas instituições.

O anúncio foi feito após uma reunião de alinhamento realizada  na semana passada com representantes de quatro órgãos essenciais para a realização da iniciativa: o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), o próprio TJ-PI, a Corregedoria-Geral de Justiça do estado e a Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE-PI).

A promotora Everângela Barros destacou a importância da ação. "Os crimes dolosos contra a vida são uma matéria extremamente sensível para o Ministério Público. Por isso, esperamos que este mutirão seja exitoso, assegurando respostas efetivas à sociedade, fortalecendo o combate à criminalidade e reafirmando o compromisso com a Justiça. De nossa parte, todos os esforços serão envidados para tal fim", afirmou.

Mutirões judiciais são estratégias adotadas por tribunais de todo o país para reduzir o acúmulo de processos em determinadas varas ou áreas do direito. No caso do Tribunal do Júri, que é responsável por julgar crimes como homicídio e tentativa de homicídio, essas iniciativas buscam desafogar a pauta e oferecer uma resolução mais rápida para casos que, muitas vezes, aguardam julgamento por anos, impactando famílias e a própria credibilidade da justiça. 

Iniciativas busca oferecer uma resolução mais rápida para casos que, muitas vezes, aguardam julgamento por anos

Pelo Ministério Público, participou a promotora de Justiça Everângela Barros, secretária-geral do Gabinete da Procuradora-Geral de Justiça, que representou a procuradora-geral Cláudia Seabra. O Tribunal de Justiça foi representado pelo seu presidente, desembargador Aderson Nogueira, e pelo corregedor-geral de Justiça, Erivan Lopes. O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral, Ulysses Gonçalves, e o defensor público Gerson Henrique, diretor das Defensorias Criminais, completaram o grupo de trabalho.

Fonte: Ministério Público do Piauí

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