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FEMINICÍDIO

Homem que queimou mulher viva em lixão de Teresina é condenado a 20 anos de prisão

O crime aconteceu em 2015, na Vila Irmã Dulce, e foi motivado por ciúmes, caracterizando feminicídio

Dhara Leandro

Quinta - 29/08/2024 às 11:10



Foto: Divulgação/MPPI O promotor de Justiça Yan Cavalcante, representante do Ministério Público do Piauí
O promotor de Justiça Yan Cavalcante, representante do Ministério Público do Piauí

Um homem identificado como José Carlos Oliveira Pacheco foi condenado a 19 anos e nove meses de prisão por matar Maria Adalgisa de Araújo Lima em um lixão. O crime aconteceu em 2015, na zona sul de Teresina.

A vítima foi cremada ainda viva e morreu em decorrência de asfixia por inalação de fumaça e vapores quentes, na manhã do dia 2 de julho de 2015, em um lixão na Vila Irmã Dulce.

O julgamento de José Carlos se deu em Tribunal Popular do Júri, nessa terça-feira (27). O promotor de Justiça Yan Cavalcante, representando o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), alegou que o acusado agiu de forma premeditada para agredir a vítima. O crime teria sido motivado por ciúmes e sentimento de posse, caracterizando feminicídio.

"O acusado empregou meio cruel, visto que infligiu grande sofrimento à vítima, por ter consumado o delito mediante o uso do fogo, evidenciando assim intensa agressividade", argumentou o promotor.

O caso havia sido julgado em agosto de 2021, e o reú foi absolvido. Após recurso interposto pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça determinou a realização de uma nova sessão plenária do Júri, que resultou no reconhecimento dos crimes e na aplicação das penas.

O réu foi condenado a 19 anos e nove meses de reclusão pelo homicídio e a mais um ano de prisão, bem como ao pagamento de dez dias-multa, pelo crime de ocultação/destruição de cadáver.

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