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DENÚNCIA

Trabalhadores piauienses são enganados em falso recrutamento e ficam sem emprego em SP

Quinze trabalhadores foram levados para Ipuã com promessa de emprego na colheita de milho, mas relatam falta de pagamento, alimentação e condições precárias de alojamento.

Da Redação

06 de agosto de 2026 às 11:02 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Um grupo de 15 trabalhadores do Piauí alega ter sido vítima de recrutamento irregular em Ipuã, São Paulo.
  • Foram prometidas vagas na colheita de palha de milho, mas os trabalhadores não chegaram a trabalhar e ficaram em vulnerabilidade.
  • Eles estão em duas casas na cidade, sem renda e dependentes de ajuda para retornar ao Piauí.
  • O Ministério Público do Trabalho investiga suspeitas de intermediação irregular e condições precárias de alojamento.
  • O responsável pelo recrutamento e o proprietário da fazenda já prestaram depoimentos.
  • A administração de Ipuã fornece assistência com alimentação e apoio.
  • O MPT busca assegurar os direitos trabalhistas e organizar o retorno dos trabalhadores ao Piauí.
  • A reportagem não obteve resposta do empreiteiro ou do proprietário da fazenda.

SP Record Trabalhadores do Piauí denunciam falso recrutamento em São Paulo
Trabalhadores do Piauí denunciam falso recrutamento em São Paulo

Um grupo de 15 trabalhadores do Piauí denuncia ter sido vítima de um possível recrutamento irregular de mão de obra em Ipuã, no interior de São Paulo. Eles foram levados ao município com a promessa de emprego na colheita da palha de milho em uma fazenda, mas afirmam que não chegaram a trabalhar e ficaram em situação de vulnerabilidade.

Segundo a reportagem do SP Record, os trabalhadores piauienses estão alojados em duas casas no município e enfrentam dificuldades após ficarem sem renda, sem pagamento e dependendo de ajuda para conseguir retornar ao estado de origem.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanha a situação e investiga uma possível intermediação irregular de trabalhadores. Conforme o órgão, o grupo teria permanecido nos imóveis em condições consideradas precárias, com problemas relacionados à alimentação, higiene e estrutura do alojamento.

A procuradora que acompanha o caso informou que o responsável pelo recrutamento dos trabalhadores já foi ouvido. O proprietário da fazenda onde o grupo estava alojado também prestou depoimento durante uma audiência realizada nessa quarta-feira (5), na Prefeitura de Ipuã.

Enquanto a investigação segue, a administração municipal informou que está prestando assistência aos trabalhadores, com oferta de alimentação e apoio necessário neste período.

O Ministério Público do Trabalho busca garantir que os direitos trabalhistas do grupo sejam reconhecidos e que o retorno dos trabalhadores ao Piauí seja providenciado o mais rápido possível.

A reportagem não conseguiu contato com o empreiteiro responsável pelo recrutamento nem com o proprietário da fazenda para manifestação sobre o caso.

Fonte: SP Record