Política

REAÇÃO

Fábio Novo ataca “extrema-direita” e diz que críticos do show de Alok têm “complexo de vira-latas”

Presidente do PT no Piauí usou as redes sociais para rebater oposição; parlamentar associou críticas ao uso de dinheiro público ao “espírito da pobreza” e resgatou tradições culturais canceladas em Teresina

Da Redação

26 de abril de 2026 às 19:18 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Fábio Novo criticou opositores que tentaram impedir o show de DJ Alok em Teresina, chamando-os de "extremistas de direita" e "bolsonaristas".
  • O deputado afirmou que esses grupos têm "complexo de vira-latas" e promovem um "espírito de pobreza e inferioridade".
  • Houve polarização política sobre o evento, que usou recursos públicos e enfrentou questionamentos judiciais.
  • Novo aludiu ao vereador Pedro Alcântara, dizendo que a oposição "desejou um temporal" para interromper o show.
  • O deputado criticou o fim do Corso de Teresina e do carnaval, atribuindo o cancelamento a esses mesmos grupos opositores.
  • Comparou a oposição cultural ao atraso econômico do Piauí, afirmando que o estado já melhorou desde 2003.
  • Fábio Novo acusou a elite local de hipocrisia, destacando que enquanto criticam eventos populares, participam de festas privadas.

Deputado Fábio Novo, presidente do PT
Deputado Fábio Novo, presidente do PT

O presidente estadual do PT e deputado estadual Fábio Novo utilizou suas redes sociais neste domingo (26) para se manifestar e fazer duras críticas aos opositores que tentaram impedir a realização do show do DJ Alok em Teresina, ocorrido no sábado (25). Em uma série de publicações, o parlamentar classificou os críticos como “extremistas de direita” e “bolsonaristas”, afirmando que eles possuem “complexo de vira-latas” e “espírito da pobreza”.

“O belo, o bom e o melhor DJ deve ser de todos! E por que Teresina não pode abrir a turnê do Alok? Os contras e os complexos de vira-latas, durante 200 anos, incutiram em nós o espírito da pobreza e da inferioridade”, disparou o deputado.

A fala de Fábio Novo ocorre em meio à polarização política em torno do evento, que contou com recursos públicos e foi alvo de questionamentos judiciais. Segundo o deputado, foi necessária uma “batalha judicial” para que a população pudesse ter “um momento de felicidade”.

Em suas declarações, Fábio Novo fez uma indireta ao vereador Pedro Alcântara, sem citá-lo nominalmente. O deputado afirmou que, após a Justiça liberar a realização do show, a oposição “mandou seu corvo desejar um temporal”.

“E depois que a justiça liberou, mandou seu corvo desejar um temporal. E o povo que merece ser feliz foi com chuva! Foi lindo!”, escreveu o deputado, referindo-se à chuva que caiu durante a apresentação, mas que não dispersou o público.

O fim do Corso e do Carnaval

Um dos pontos centrais da crítica de Fábio Novo foi a acusação de que os mesmos grupos que tentaram boicotar o show de Alok são responsáveis pelo cancelamento de tradições culturais seculares em Teresina. O deputado lembrou que o Corso de Teresina, já reconhecido pelo Guinness Book como o maior desfile de carros abertos do mundo, foi cancelado.

“Eles acabaram com o corso, que já foi o maior do mundo! Acabaram com as escolas de samba e o carnaval de Teresina!”, afirmou Fábio, referindo-se à administração municipal.

Os dados da realidade confirmam a fala do parlamentar. O Corso não foi realizado pelo segundo ano consecutivo em 2026. O prefeito Silvio Mendes justificou a decisão pela “falta de verba”. Além disso, historicamente, as escolas de samba de Teresina perderam força a partir dos anos 80 e 90, quando houve a interrupção do repasse financeiro da Prefeitura.

Fábio Novo traçou um paralelo entre a oposição cultural e o atraso econômico do estado. Ele afirmou que o “status quo” que tentou barrar o show é o mesmo que manteve o Piauí na condição de estado mais pobre do Brasil no passado.

“Esse status quo, até 2003, fez do Piauí o mais pobre, com 1/3 do seu povo sem energia, sem escola de ensino médio e sem estradas. […] Já melhorou e muito! A luz, a escola e a estrada já chegaram para todos. Deixamos de ser os últimos e saltamos 10 posições em renda”, declarou.

O deputado finalizou sua crítica destacando a suposta hipocrisia da elite local:

“A extrema-direita que agourou o Alok para todos curte festas privadas e milionárias. Lançam seus candidatos sem o povo e nas mansões da zona leste. Não vi o filho do carroceiro ontem defendendo os barraqueiros, salões de beleza, taxistas e quem faz Uber! Torcia para dar errado!”

Fonte: Fábio Novo