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NOTA TÉCNICA

Eleições 2026: órgãos de controle endurecem regras para festas pagas com dinheiro público

TCE, MPPI e MPC impõem limite e novas exigências para shows e eventos custeados pelo poder público

Da Redação

15 de julho de 2026 às 11:25 ▪ Atualizado há 57 minutos

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  • Os órgãos de controle do Piauí apertaram as regras para festas públicas financiadas com dinheiro público devido às eleições de 2026.
  • A Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 estabelece critérios rígidos para contratações artísticas e infraestrutura de eventos.
  • Estabelecido um parâmetro de R$ 350 mil para identificar contratações de alta materialidade, exigindo justificativas e comprovações financeiras.
  • Infraestrutura deve ser contratada por licitação pública para maior transparência.
  • Uso de emendas parlamentares para eventos deve ser divulgado previamente.
  • Indicadores de ilegitimidade de despesas incluem atraso no pagamento de servidores e inadimplência previdenciária.
  • Regras eleitorais proíbem shows pagos com recursos públicos próximos às eleições e qualquer promoção de candidatos.
  • A medida visa prevenir irregularidades e garantir igualdade de oportunidades entre candidatos nas eleições.

Reprodução Prefeitura de Barras Show no município de Barras (foto ilustrativa)
Show no município de Barras (foto ilustrativa)

A menos de três meses das eleições de 2026, os órgãos de controle do Piauí apertaram as regras para a realização de festas públicas financiadas com dinheiro público. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o Ministério Público do Estado (MPPI) e o Ministério Público de Contas (MPC-PI) publicaram a Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, que estabelece critérios mais rígidos para contratações artísticas, infraestrutura de eventos e uso de emendas parlamentares.

Uma das principais mudanças é a criação de um parâmetro de R$ 350 mil por apresentação artística como referência para identificar contratações de alta materialidade. Sempre que um show atingir ou ultrapassar esse valor, o gestor deverá apresentar justificativas técnicas, comprovar a disponibilidade financeira e demonstrar que a despesa não compromete serviços essenciais, como saúde, educação e pagamento de servidores.

Licitação passa a ser regra para infraestrutura

A nota técnica também determina que serviços de infraestrutura, como palco, sonorização, iluminação, geradores, banheiros químicos e segurança privada, sejam contratados, em regra, por meio de licitação pública. A medida busca evitar contratações sem concorrência e ampliar a transparência na aplicação dos recursos.

Outro ponto destacado pelos órgãos de controle é o uso de emendas parlamentares para custear eventos. Os gestores deverão divulgar previamente as contratações e informar de forma clara a origem dos recursos utilizados nos festejos.

Situações que podem barrar festas

O documento lista ainda situações que podem indicar ilegitimidade da despesa e levar à intervenção dos órgãos de fiscalização. Entre elas estão:

  • atraso no pagamento de servidores;
  • inadimplência previdenciária;
  • descumprimento dos investimentos mínimos em saúde e educação;
  • falta de transparência nas contratações;
  • realização de festas durante estado de calamidade sem justificativa adequada.

Regras eleitorais reforçadas

Como o Estado se prepara para as eleições de 2026, a nota reforça restrições previstas na legislação eleitoral. Entre elas:

  • proibição de shows artísticos pagos com recursos públicos em inaugurações de obras nos três meses anteriores à eleição;
  • vedação do uso dos eventos para promover candidatos, partidos ou agentes públicos;
  • proibição de publicidade institucional com promoção pessoal;
  • restrição a transferências voluntárias de recursos para eventos no período vedado pela lei eleitoral.

Os órgãos também orientam os gestores a evitar qualquer ação que possa comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos durante o processo eleitoral.

Fiscalização preventiva

A Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 entrou em vigor na data de sua publicação e será aplicada aos festejos públicos cujos atos preparatórios tenham início após a edição do documento. Segundo TCE-PI, MPPI e MPC-PI, a intenção é fortalecer a atuação preventiva dos órgãos de controle e reduzir riscos de irregularidades na realização de eventos financiados com recursos públicos no Estado.

Veja a nota técnica:

Nota-Tecnica-Conjunta-no-01-2026.pdf

Fonte: TCE