Até o final deste primeiro semestre, o Governo do Estado deve lançar o edital para contratação do estudo de viabilidade da Barragem de Castelo, que será construída sobre o rio Poti, entre os municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, com capacidade de acumulação de 1,024 bilhão de metros cúbicos de água. O estudo será custeado com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na ordem de R$ 21,25 milhões.
"O termo de referência está sendo construído em conjunto com o Idepi. Essa é uma obra estratégica para garantir segurança hídrica para a população de diversos municípios e também para promover o desenvolvimento econômico no território", informou a superintendente de Monitoramento Estratégico da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Gabriela Celso.
Cânion do Rio Poti, na cidade de Castelo do Piauí (Foto: Thiago Amaral)
Segundo o governo do Estado, a contratação do estudo de viabilidade é uma etapa essencial para garantir a segurança técnica, ambiental e econômica da obra. A partir desse levantamento, serão definidos aspectos como localização precisa, impactos ambientais, custos detalhados e benefícios diretos para a população.
A obra beneficiará diretamente municípios como Juazeiro do Piauí, Castelo do Piauí, São João da Serra, Alto Longá, Prata do Piauí, Beneditinos, Buriti dos Montes e São Miguel do Tapuio. A execução ficará sob responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), com articulação junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O volume de água poderá garantir abastecimento humano, suporte à produção agrícola e redução dos impactos de estiagens na região.
"Esse é um passo decisivo para transformar uma demanda histórica em realidade. Estamos falando de uma obra com profundo significado estratégico e humano para o nosso estado. Do ponto de vista estratégico, ela fortalece a nossa infraestrutura hídrica, amplia a capacidade de armazenamento de água, contribui para a regularização das vazões e oferece mais segurança para o abastecimento, para a produção e para o planejamento regional", avaliou o diretor-geral do Idepi, Felipe Eulálio.
Fonte: Governo do Estado
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