DECRETO

Diocese de Campo Maior afasta definitivamente padre que assumiu relacionamento com mulher

O bispo de Campo Maior publicou um decreto que determina o afastamento do padre Alcindo Saraiva Martins


Padre Alcindo Saraiva Martins

Padre Alcindo Saraiva Martins Foto: Reprodução/Facebook

A Diocese de Campo Maior determinou o afastamento definitivo do padre Alcino Saraiva Martins, que assumiu recentemente o relacionamento com uma mulher de 24 anos. Ele era pároco da Paróquia do município Nossa Senhora do Nazaré, a 82 km de Teresina.  

Em um decreto publicado nessa quinta-feira (29), Dom Francisco de Assis Gabriel dos Santos, Bispo de Campo Maior, decidiu pela suspensão das obrigações de pároco e afastamento territorial definitivo da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do padre Alcino Saraiva Martins. De acordo com a decisão, que foi tomada após o bispo ouvir o Colégio de Consultores, a suspensão permanecerá até que se revogue o que dar-se a conhecer na lei canônica.

Entenda o caso

A Diocese de Campo Maior divulgou uma nota na semana passada para esclarecer os fatos acerca do padre Alcindo Martins. Segundo a Diocese, em julho deste ano o Dom Francisco de Assis recebeu na Cúria Diocesana a mulher com que o padre se relacionou. Ela disse que tinha um relacionamento com o sacerdote e que estaria grávida. O bispo então pediu provas da denúncia.

Em outra conversa com o padre Alcindo, ele afirmou ter se envolvido com a mulher, mas negou sobre a gravidez e aborto. Dias depois, a jovem entregou ao bispo diocesano uma carta escrita e assinada por ela, afirmando que nunca esteve grávida, e que, consequentemente, não houve aborto. Na carta, ela ainda afirma ter usado a gravidez como argumento para continuar mantendo uma relação com o sacerdote.

Diante do grave fato, no dia 12 de agosto, o bispo diocesano determinou por meio de decreto a suspensão das funções do sacerdote como pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, ficando ele proibido do uso de ordens em todo o território diocesano. O decreto ainda determinou a obrigação do padre em realizar um tirocínio espiritual extra muro de pelo menos 15 dias, a apresentação do seu cronograma de acompanhamento terapêutico sob o enfoque da psicoterapia do equilíbrio emocional, a perda de suas funções como padre referencial para o Setor Juvenil da diocese, a perda da função de instrutor de disciplina acadêmica no Seminário Propedêutico Diocesano, a suspensão do ofício de chanceler, e que ficasse proibido de falar sobre o assunto.

Em novo decreto publicado no dia 18 de setembro, Dom Francisco decidiu pela permanência de sua desvinculação de qualquer atividade pastoral e assessorias local ou regional, ficando ele ainda proibido de assistir ou ministrar sacramentos, participar de lives nas redes sociais, e a permanecer em silêncio público sobre o fato, bem como assumir a inteira culpa pelo desgaste a Igreja e às pessoas de boa fé. Foi-lhe autorizado o uso de ordens apenas no território da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré após o dia 1 de outubro e estabelecido a assinatura de um termo se comprometendo a realizar a ruptura com pessoas e fatos que provocaram vergonha e escândalo aos fiéis católicos desta Igreja Diocesana.

Já na data de ontem, 29 de outubro, o bispo de Campo Maior decidiu afastar definitivamente o padre Alcindo de todas as suas funções de párocos.

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