PROXIMIDADE

Desembargadora que autorizou operação na Sesapi é amiga da família Bolsonaro

Essa proximidade com a família rendeu a indicação da filha dela, a advogada Lenise Prado, como conselheira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por Jair Bolsonaro, em 2019


Desembargadora Maria do Carmo Cardoso

Desembargadora Maria do Carmo Cardoso Foto: Reprodução internet

A desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, que autorizou a operação que investiga desvio de recursos que seriam destinados ao combate ao novo coronavírus, é amiga pessoal da família Bolsonaro. Ela é próxima, principalmente, do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente da República.

Essa proximidade com a família rendeu a indicação da filha dela, a advogada Lenise Prado, como conselheira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por Jair Bolsonaro, em 2019. A desembargadora e seus familiares mais próximos, em especial as filhas, vivem cercadas de polêmicas com nomeações para cargos de alto escalação.

Com Wellington Dias sendo protagonista no país na luta pela vacina, era de se esperar que o processo fosse direcionado para a desembargadora amiga de Bolsonaro para garantia do "sucesso" da operação.


Leia também: Vereador Jeová Alencar disse que tem base forte e não precisa "mendigar migalhas"

                         Assessor da deputada Lucy recebeu salário de quase R$ 100 mil na Strans


A operação deflagrada nesta terça-feira (12) e batizada de “Campanile” investiga contratos suspeitos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi). Em nota, o órgão informou que colabora com investigação da PF e garante que “todos os procedimentos contratuais e licitatórios obedecem, rigorosamente, o que prevê a lei” e atua com transparência.

Veja nota da Sesapi

A Secretaria de Estado da Saúde informa que colabora plenamente com as investigações da Polícia Federal deflagradas na manhã nesta terça (12). O órgão ressalta sua transparência e seriedade durante todo o trabalho de combate a pandemia do coronavírus e destaca que todos os procedimentos contratuais e licitatórios obedecem, rigorosamente, o que prevê a lei. A Sesapi reconhece o trabalho e o dever da polícia de investigar e irá mostrar, ao longo do processo, que não há nenhuma irregularidade em suas ações.

Próxima notícia

Dê sua opinião: