O jornalismo brasileiro amanheceu de luto neste sábado (17) com a morte de Erlan Bastos, de 32 anos. O jornalista e apresentador morreu no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde estava internado. De acordo com a colunista do Metrópoles e amiga de Erlan, Fábia Oliveira, a suspeita é que ele tenha sido vítima de uma tuberculose peritoneal, doença rara e grave.
Inicialmente, os sintomas da doença podem ser confundidos com os de câncer. Segundo informações da colunista, os primeiros sinais do problema de saúde surgiram ainda no ano passado, quando Erlan chegou a ser internado. Já em janeiro deste ano, ele percebeu um inchaço abdominal, seguido de fortes dores na barriga, enquanto estava em Macapá. Ao procurar atendimento médico, foi identificado um nódulo, levantando inicialmente a suspeita de câncer.
Diante do quadro, Erlan viajou para Teresina (PI), onde se submeteu a uma colonoscopia e iniciou acompanhamento médico mais detalhado. Na capital piauiense, os profissionais de saúde passaram a investigar a possibilidade de tuberculose peritoneal, doença que apresenta sintomas semelhantes aos de tumores malignos. Apesar de apresentar uma leve melhora, o jornalista sofreu um derrame pleural, agravando o estado clínico.
Erlan foi entubado na sexta-feira (16), mas não resistiu às complicações e morreu horas depois, durante a madrugada de hoje.
Trajetória marcada por superação
Natural de Manaus (AM), Erlan Bastos teve uma infância marcada por dificuldades. Ainda criança, recolhia latinhas nas ruas da capital amazonense para ajudar no sustento da família. O interesse pela comunicação surgiu cedo e ganhou forma quando passou a atuar em uma web rádio e, posteriormente, em pequenos programas locais.
Em 2015, decidiu tentar a carreira em São Paulo, mas enfrentou uma dura realidade logo ao chegar: foi assaltado na Rodoviária do Tietê e acabou ficando sem dinheiro. Erlan viveu três meses em situação de rua, dormindo sob um viaduto na avenida Cruzeiro do Sul. Com a ajuda dos pais, retornou a Manaus, mas, determinado, decidiu tentar novamente a vida na capital paulista.
A projeção nacional veio com o canal EM OFF, no YouTube, onde comentava bastidores e polêmicas do mundo das celebridades. O espaço o tornou conhecido pelo tom ácido e pela linguagem direta. Ao longo da carreira, Erlan comandou programas como o Balanço Geral CE, na TV Cidade, e teve passagens pela RedeTV!, Record e TV Meio Norte.

Último trabalho
Atualmente, Erlan Bastos apresentava o programa Bora Macapá, na NCTV, afiliada da Band. No mês passado, a emissora chegou a divulgar uma nota informando o afastamento do jornalista por motivos de saúde, após ele apresentar dores intensas no peito e no abdômen, além de fraqueza e episódios de suor frio.
Nas redes sociais, colegas de profissão, artistas e internautas lamentaram a morte precoce do apresentador, destacando sua trajetória de luta, autenticidade e contribuição para o jornalismo de entretenimento.
Amizade com Fábia Oliveira
A colunista Fábia Oliveira publicou em sua coluna um texto emocionado lamentando a morte de Erlan Bastos, destacando que, além de colegas de trabalho, eles eram amigos. Em sua homenagem, ela lembrou a trajetória de superação do jornalista, sua generosidade e o carinho com que sempre tratou as pessoas próximas.
O texto também conta que a relação entre eles começou de forma conflituosa, com discussões nas redes sociais em 2020, mas evoluiu para admiração e amizade sincera ao longo dos anos
"Erlan Bastos foi capaz de me tirar do prumo. Justo eu, pisciana, que ama uma rotina. Me fez uma proposta irrecusável pra eu sair do Dia, jornal onde comecei como colunista. Resolvi ir. E então ele se mostrou verdadeiramente. Um cara generoso, que ajudava muita gente sem expor em rede social", disse a colunista.
Erlan Bastos e Fábia Oliveira / Foto: Arquivo pessoal
Fonte: Com informações de Fábia Oliveira
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