ANDADA

Captura do caranguejo-uçá está proibida no Piauí

A medida foi determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que destaca que nestes períodos os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelo manguezal para acasalamento e liberação de ovos


Caranguejo-uçá

Caranguejo-uçá Foto: Imagem ilustrativa/Camocim Portal de Notícias

Já está em vigor a proibição da captura do caranguejo-uçá no Piauí.  A medida visa à proteção da espécie em seu período reprodutivo, conhecido como andada, que corresponde a fases da Lua cheia: de 11 a 16 de janeiro; de 10 a 15 de fevereiro; e de 10 a 15 de março de 2020, portanto, nestes três períodos fica proibido captura da espécie no Piauí e em mais 10 estados.

A medida foi determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que destaca que nestes períodos  os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelo manguezal para acasalamento e liberação de ovos. A proibição vai além da captura, valendo também para transporte, beneficiamento, industrialização e comercialização da espécie.   A proibição ocorre no  Amapá, Pará,  Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.  

De acordo com o Mapa, "as pessoas físicas ou jurídicas que atuam na manutenção em cativeiro, conservação, beneficiamento, industrialização ou comercialização da espécie nesses estados poderão realizar essas atividades durante a andada, desde que forneçam, até o último dia útil que antecede cada período, a relação detalhada dos estoques de animais vivos, congelados, pré-cozidos, inteiros ou em partes".

Ainda segundo o Mapa, os caranguejos-uçá apreendidos vivos em situação irregular serão devolvidos a seu habitat. A infração pode resultar em uma pena de até três anos de reclusão e multa.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o caranguejo-uçá é "um dos mais importantes constituintes da fauna do ecossistema de manguezal", podendo ser encontrado desde o estado da Flórida, nos Estados Unidos, até o estado brasileiro de Santa Catarina.   Sua captura é, segundo a Embrapa, uma das atividades extrativistas mais antigas do país, praticada por comunidades tradicionais litorâneas que vivem de sua comercialização.

Fonte: Com informações da EBC

Próxima notícia

Dê sua opinião: