LUTA

“O Grupo de dança Union Crew entra na luta contra o racismo , usando a dança

Desde o princípio, o grupo abortou temas do cotidiano, repudiando o genocídio contra pessoas negras, LGBTQI+ e feminicídio.


Grupo de dança

Grupo de dança Foto: Divulgação

"O Grupo de dança Union Crew de Poços de Caldas, MG , entra na  luta contra o  racismo , usando a  dança e  muito hip hop.
O grupo criado em 2016 se destacou recentemente com o vídeo "Vidas Pretas Importam", onde com a arte, lamentam pelas vidas que se foram por conta do racismo.  O vídeo repercutiu no Brasil e no mundo e já conta com quase 100 mil visualizações, chamando
até mesmo a atenção da Rede Globo, onde participaram do programa É de Casa.
Desde o princípio, o grupo abortou temas do cotidiano, repudiando o genocídio contra pessoas negras, LGBTQI+ e feminicídio.
Em 2018 e 2019  o grupo ganhou dois prêmios do incentivo à dança em Poços de Caldas com os temas: "Sol da liberdade" e "Nos Barracos da Cidade", ambos de militância.
"Resolvemos fazer esse vídeo (antirracista) pois não aguentamos mais ver tanta injustiça ver o povo preto morrer a cada 23 minutos, isso é uma dor para todos nós, além disso os nossos próprios bailarinos já sofreram racismo e ainda sofrem. Nosso vídeo
é em Homenagem a Ágatha Félix, João Pedro, Miguel, Jorge Floyd e a todas as vidas pretas que se foram por puro racismo." disse Rick Batista um dos diretores e coreografo.
O vídeo repercutiu tanto, que alcançou artistas como Ailton Graça , Rafael Zulu  Gregório Duvivier. "Todos os jornais da nossa cidade fizeram matérias e entrevistas com a gente, nos deixando muito orgulhosos." Destacou o coreógrafo.
Hoje o Union Crew conta  com 25 bailarinos e depois de quatro anos, o grupo finalmente tem  seu próprio  estúdio de dança; anteriormente  os ensaios eram feitos na rua, onde muitas vezes eram abordados pela polícia ou pessoas da vizinhança.
Para  saber mais acesse  as  redes  sociais do grupo:
Instagram: @unioncrewoficial  
Facebook: Union Crew

https://www.youtube.com/watch?v=APhiFPKi-3k

Fonte: Maria Emilia Genovesi

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