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Inep estuda IA para acelerar divulgação de notas do Enem e nega mudar redação

Estudantes pedem mais transparência na correção e acesso às avaliações

Da Redação

11 de junho de 2026 às 17:46 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O Inep confirmou que não houve mudanças nos critérios de correção da redação do Enem.
  • Estudam o uso de inteligência artificial para acelerar a divulgação das notas.
  • A audiência na Comissão de Educação discutiu a transparência e possíveis inconsistências nas notas de 2025.
  • A matriz de correção da redação é a mesma desde 2009, mas com rigor aumentado na identificação de redações "pré-fabricadas".
  • Testes com empresas de tecnologia estão em andamento para aplicar IA e reduzir o tempo de divulgação das avaliações.
  • Estudantes pediram clareza nos critérios e alertaram sobre IA reforçando padrões nos textos.
  • Há destaque na necessidade de ferramentas para contestar notas através da plataforma Fala BR.
  • A redação do Enem é apontada como instrumento para estimular o pensamento crítico.
  • Integração do Enem com o Saeb pode monitorar o ensino médio de forma mais abrangente.

Inep estuda IA para acelerar divulgação de notas do Enem e nega mudar redação

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que não houve alterações nos critérios de correção da redação do Enem e que está estudando o uso de inteligência artificial (IA) para acelerar a divulgação das notas. A declaração foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10).

O debate foi realizado após estudantes questionarem a transparência e as possíveis inconsistências nas notas de 2025. Solicitada pelo deputado Túlio Gadelha (PSD-PE), a audiência abordou alegações de divergências matemáticas nos boletins.

De acordo com Eduardo Carvalho Sousa, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, a matriz da redação permanece a mesma desde 2009, mas a identificação de redações "pré-fabricadas" passou a ser mais rigorosa.

O Inep informou que testa com empresas de tecnologia a aplicação de IA para reduzir o tempo de divulgação das avaliações. Hoje, isso ocorre cerca de 60 dias após a publicação das notas oficiais.

Representantes estudantis, como Letícia Holanda da UNE, pediram clareza nos critérios e alertaram para o risco da IA reforçar padrões nos textos. Paulo Henrique Viana, da Ubes, ressaltou a necessidade de ferramentas simples para contestar notas, usando a plataforma Fala BR.

Lorena Pantaleão da Silva, do Consed, destacou que a redação estimula o pensamento crítico e que a integração do Enem com o Saeb pode ajudar a monitorar o ensino médio.

Fonte: Agência Câmara



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