Educação

EDUCAÇÃO NO BRASIL

Estudo revela queda para 22,4% dos jovens nem-nem no Brasil

Relatório da OCDE mostra que Brasil reduziu quase o dobro da média global.

Teresinha Ferreira

01 de setembro de 2026 às 00:39 ▪ Atualizado há 52 minutos

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  • Em 2024, 22,4% dos jovens brasileiros não estudam nem trabalham, uma queda de 4,4 pontos percentuais desde 2016.
  • A redução é quase o dobro da média da OCDE, que é de 2,3 pontos no mesmo período.
  • Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, afirma que os avanços são insuficientes e destaca a importância de políticas integradas de educação, proteção social e trabalho.
  • A taxa de jovens de 25 a 34 anos sem diploma do ensino médio caiu de 35% para 26% de 2016 a 2024, mas ainda é maior que a média de 12% da OCDE.
  • Programas como Pé-de-Meia e Bolsa Família foram atribuídos ao progresso no ensino.
  • As mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de chance de finalizar o ensino médio em comparação com os homens.
  • 20% dos alunos abandonam a escola sem concluir o ensino médio.
  • Apenas 22% dos brasileiros entre 25 e 64 anos completaram o ensino superior, em comparação aos 43% da média da OCDE.
  • Fortalecimento do ensino médio e suporte financeiro para a educação adulta são sugeridos para aumentar a taxa de educação superior.
  • Recomenda-se monitoramento escolar e apoio pedagógico preventivo.
  • A criação do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue) é destacada para melhorar a gestão acadêmica.
  • Os dados são baseados em estatísticas nacionais e pesquisas do IBGE.

Agência Brasil Jovens nem-nem no Brasil
Jovens nem-nem no Brasil

O percentual de jovens brasileiros que não estudam nem trabalham caiu para 22,4% em 2024, segundo o relatório Panorama da Educação 2026, da OCDE. A queda foi de 4,4 pontos percentuais em relação a 2016, quando o índice era de 26,8%.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), essa redução é quase o dobro da média de 2,3 pontos registrada pela OCDE no mesmo período. No entanto, Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, ressalta que os avanços ainda são insuficientes, destacando a importância de políticas de educação, proteção social e trabalho atuando em conjunto.

Brasil avança também no ensino médio, com a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem diploma caindo de 35% para 26% entre 2016 e 2024. Contudo, o índice brasileiro ainda supera a média de 12% dos países da OCDE. O MEC atribui os avanços a programas como Pé-de-Meia e Bolsa Família.

No que se refere à conclusão do ensino médio, as mulheres brasileiras têm 7 pontos percentuais a mais de chance de finalizar essa etapa comparadas aos homens, uma diferença acentuada em relação à média global. Além disso, 20% dos alunos abandonam o ensino sem se formar.

No ensino superior, em 2024, apenas 22% dos brasileiros de 25 a 64 anos completaram a formação, contrastando com a média de 43% da OCDE. Para reduzir esse déficit, Henriques sugere fortalecer o ensino médio e oferecer mais flexibilidade e suporte financeiro para a educação adulta.

Em relação à transição escolar, a OCDE recomenda monitoramento atento e apoio pedagógico preventivo. Henriques destaca a criação do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), para melhor gestão da trajetória acadêmica dos alunos.

Os dados do relatório são baseados em estatísticas nacionais, incluindo o Censo Escolar e pesquisas do IBGE.

Fonte: Agência Brasil