Educação

EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

Educação antirracista cresce nas escolas nos últimos anos

Relatório do MEC revela avanços em políticas de equidade racial e formação docente

Teresinha Ferreira

03 de outubro de 2026 às 00:39 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanços na equidade racial na educação brasileira.
  • O relatório analisa a Política Nacional de Equidade e Educação Étnico-racial.
  • Destacam-se progressos em financiamento, formação profissional e distribuição de materiais didáticos.
  • Protocolos contra racismo e gestão escolar também melhoraram.
  • Redes municipais focadas em equidade racial aumentaram de 15% para 42%; redes estaduais atingiram 100%.
  • Campanhas de declaração racial nas escolas tiveram crescimento significativo.
  • Formação de profissionais teve aumento de eventos sobre equidade racial.
  • Implementação da Lei nº 10.639/2003 foi consolidada com a Pneerq em 2024.
  • Cida Bento ressalta importância das políticas para a democracia e identidade dos estudantes negros.

Agência Brasil Educação antirracista cresce
Educação antirracista cresce

Os indicadores de equidade racial no Brasil mostraram avanços significativos nos últimos dois anos, conforme revelado pelo Diagnóstico Equidade 2026, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O relatório analisa a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

O documento destaca progressos em financiamento, formação de profissionais e distribuição de materiais didáticos. Além disso, houve melhorias na implementação de protocolos contra o racismo e na gestão escolar. Entre 2024 e 2026, as redes municipais com áreas dedicadas à equidade racial saltaram de 15% para 42%, enquanto as redes estaduais alcançaram 100%.

Zara Figueredo, secretária de Educação Continuada do MEC, afirmou que estes avanços revelam uma maturidade crescente na gestão educacional para equidade. “Isso é fundamental para reduzir desigualdades raciais de aprendizagem e ampliar as oportunidades educacionais para estudantes negros”, explicou.

A declaração racial nas escolas também foi beneficiada, com campanhas desse tipo aumentando de 66% para 86% em redes municipais e de 63% para 93% nas estaduais. Cida Bento, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, destacou a importância da declaração para o reconhecimento de desempenho acadêmico e identidade.

Na formação de profissionais, o aumento de seminários e oficinas sobre equidade racial foi de 48% para 69% nas redes municipais. Houve também um acréscimo nos protocolos para casos de racismo, atingindo 93% das redes estaduais, embora o crescimento nas municipais tenha sido de 36% para 53%.

A implementação da Lei nº 10.639/2003, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira, foi consolidada apenas em 2024 com a Pneerq. Cida Bento comemorou os progressos em políticas de igualdade racial, considerando-os vitais para a democracia, ao promover pertencimento e identidade entre estudantes negros.

Fonte: Agência Brasil