Economia

PIB

Ministério da Fazenda revisa para baixo projeção do PIB até 2027

Crescimento do PIB em 2026 é estimado em 2%, segundo boletim macrofiscal

Teresinha Ferreira

22 de setembro de 2026 às 15:18 ▪ Atualizado há 45 minutos

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  • O Ministério da Fazenda reduziu a projeção do PIB para 2026 de 2,3% para 2%, e para 2027 de 2,5% para 2,3%.
  • A revisão é devido a juros restritivos, que impactam principalmente os setores de serviços e indústria.
  • A inflação projetada para 2026 foi ajustada de 5,1% para 4,9%, ainda acima da meta de 4,5%.
  • Preços de alimentos contribuíram para a revisão da inflação.
  • Crescimento esperado em serviços e indústria diminuiu; serviços de 2,4% para 1,8% e indústria de 2,1% para 1,7%.
  • Agropecuária apresenta melhoria, com projeção aumentada de 1,8% para 2,8%.
  • Para 2027, espera-se menor crescimento do PIB e inflação mais alta, com impacto do El Niño na agricultura.
  • Ajustes na política monetária visam estimular demanda e investimentos.
  • O Boletim Macrofiscal orienta o planejamento econômico e a elaboração do orçamento do governo.

Agência Brasil Revisão da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
Revisão da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

O Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, baixando de 2,3% para 2%. Para 2027, a expectativa caiu de 2,5% para 2,3%. As informações constam no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta terça-feira (22).

A revisão reflete os efeitos dos juros restritivos sobre a economia, afetando mais os setores de serviços e indústria. A equipe econômica projeta uma flexibilização monetária mais gradual que o inicialmente esperado.

Em relação à inflação, a previsão do IPCA para 2026 caiu de 5,1% para 4,9%, ainda acima do teto da meta de 4,5%. Esta revisão incorpora os resultados do IPCA, que ficaram abaixo do esperado, principalmente nos preços de alimentos.

A expectativa para serviços foi reduzida de 2,4% para 1,8%, enquanto a indústria caiu de 2,1% para 1,7%. A agropecuária é uma exceção, com melhora de 1,8% para 2,8% no crescimento.

Para 2027, o cenário previsto combina menor crescimento do PIB e inflação mais alta, com o PIB revisto para 2,3% e o IPCA para 3,8%. A elevação da inflação é atribuída a possíveis efeitos do El Niño sobre a produção agrícola.

A Fazenda também ajustou a previsão sobre a política monetária, com efeitos esperados nos setores mais sensíveis. A redução dos juros deve estimular a demanda e os investimentos.

O Boletim Macrofiscal serve como base para a elaboração do orçamento e planejamento econômico do governo, com novos parâmetros a serem utilizados nos relatórios financeiros futuros.

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Fonte: Agência Brasil