PROJEÇÃO
Teresinha Ferreira
05 de outubro de 2026 às 09:25 ▪ Atualizado há 1 hora
O mercado financeiro ajustou a projeção para a inflação de 2026, passando de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Este é o terceiro aumento seguido na estimativa do IPCA.
Para 2027, a expectativa de inflação caiu ligeiramente de 4,31% para 4,30%, enquanto que, para 2028, a previsão permaneceu em 3,8%.
No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para 2026 caiu levemente de 1,86% para 1,85%. Em 2027, a projeção foi ajustada de 1,41% para 1,40%, e para 2028, de 1,83% para 1,81%.
A cotação do dólar é esperada para encerrar 2023 em R$ 5,20, permanecendo neste patamar até 2028, segundo as estimativas para os próximos anos.
Quanto à taxa Selic, a expectativa para o fim de 2026 se mantém em 13,5% ao ano. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, estável em 10,5% ao ano.
A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Aumentos na taxa visam diminuir a demanda através do encarecimento do crédito, enquanto reduções buscam incentivar a economia apesar do risco inflacionário.
Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, atualmente fixada em 3%, com um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
A projeção atual para 2026 acima do limite máximo do intervalo evidencia preocupações com a inflação persistente.
Fonte: Agência Brasil