Economia

PROJEÇÃO

Mercado eleva projeção da inflação para 5,01% em 2026

Estimativas para 2027 e 2028 indicam estabilidade e leve queda

Teresinha Ferreira

05 de outubro de 2026 às 09:25 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A projeção de inflação para 2026 foi ajustada para 5,01%, terceiro aumento consecutivo.
  • Expectativa de inflação para 2027 caiu ligeiramente para 4,30%.
  • Para 2028, a previsão de inflação permanece em 3,8%.
  • Crescimento do PIB para 2026 ajustado para 1,85%.
  • Projeção do PIB para 2027 é de 1,40% e para 2028 é de 1,81%.
  • Expectativa de cotação do dólar permanece em R$ 5,20 até 2028.
  • Taxa Selic prevista para 2026 é de 13,5%, para 2027 de 12%, e para 2028 de 10,5%.
  • Brasil adota sistema de meta contínua de inflação, fixada em 3% com tolerância entre 1,5% e 4,5%.
  • Projeção de inflação para 2026 acima do intervalo de tolerância indica preocupações com inflação persistente.

Agência Brasil Projeção da inflação
Projeção da inflação

O mercado financeiro ajustou a projeção para a inflação de 2026, passando de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Este é o terceiro aumento seguido na estimativa do IPCA.

Para 2027, a expectativa de inflação caiu ligeiramente de 4,31% para 4,30%, enquanto que, para 2028, a previsão permaneceu em 3,8%.

No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para 2026 caiu levemente de 1,86% para 1,85%. Em 2027, a projeção foi ajustada de 1,41% para 1,40%, e para 2028, de 1,83% para 1,81%.

A cotação do dólar é esperada para encerrar 2023 em R$ 5,20, permanecendo neste patamar até 2028, segundo as estimativas para os próximos anos.

Quanto à taxa Selic, a expectativa para o fim de 2026 se mantém em 13,5% ao ano. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, estável em 10,5% ao ano.

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Aumentos na taxa visam diminuir a demanda através do encarecimento do crédito, enquanto reduções buscam incentivar a economia apesar do risco inflacionário.

Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, atualmente fixada em 3%, com um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

A projeção atual para 2026 acima do limite máximo do intervalo evidencia preocupações com a inflação persistente.

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Fonte: Agência Brasil