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Lula sanciona isenção da tarifa de importação até US$ 50

Nova lei elimina “taxa das blusinhas” e reduz tarifas para compras até R$ 3 mil

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 14:05 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O presidente Lula sancionou a Lei PLV 13 de 2026, eliminando a tarifa de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50.
  • A tarifa para remessas de até R$ 3 mil reduziu de 60% para 30%.
  • A medida busca favorecer consumidores que não viajam ao exterior.
  • O ministro da Fazenda pode alterar as alíquotas conforme necessário.
  • Haverá tributação diferenciada com base no método de importação e participação no programa da Receita Federal.
  • A lei inclui controle sobre a quantidade e frequência de compras para evitar fraudes.
  • A MP 1.357 foi a base da lei, isentando também impostos de medicamentos sem similar nacional.
  • Há oposição de empresários preocupados com concorrência desleal, especialmente da China.
  • Lula afirma que a isenção não deve afetar empresas brasileiras negativamente.

Agência Brasil Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei de conversão (PLV) 13 de 2026
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei de conversão (PLV) 13 de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei de conversão (PLV) 13 de 2026, zerando a tarifa de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 257) feitas pela internet através de remessas postais.

A legislação extingue a conhecida “taxa das blusinhas” e reduce de 60% para 30% a tarifa para mercadorias que somam até R$ 3 mil por remessa. Segundo o presidente Lula, a mudança é uma forma de reparar impostos em compras menores, acessíveis a quem não viaja ao exterior para adquirir produtos de maior valor.

A medida possibilita que o ministro da Fazenda altere as alíquotas conforme necessário. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom-PR), haverá tratamento tributário diferenciado baseado no método de importação e adesão ao programa de conformidade da Receita Federal.

A Secom-PR também mencionou que o governo poderá limitar a quantidade e frequência de compras, impedindo o fracionamento artificial de remessas e o uso do regime simplificado para fins comerciais.

Editada em maio como Medida Provisória (MP) 1.357, a proposta foi aprovada no Congresso com alterações, incluindo a isenção de impostos sobre medicamentos sem similar no Brasil. O relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) prevê uma avaliação econômica periódica pela Fazenda, com participações dos setores afetados.

A proposta enfrentou oposição de empresários que veem ameaça de concorrência desleal, especialmente da China. Na cerimônia de sanção, Lula reafirmou que a isenção não deve prejudicar as empresas brasileiras, tratando a tarifa como "insignificante".

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Fonte: Agência Brasil