COMÉRCIO EXTERIOR
Teresinha Ferreira
20 de julho de 2026 às 17:59 ▪ Atualizado há 8 horas
O aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros trará um impacto restrito à balança comercial do Brasil. Especialistas apontam que setores específicos da indústria, que têm maior dependência do mercado americano, sentirão mais as consequências da medida.
De acordo com a Agência Brasil, segmentos como máquinas, aço, alumínio, calçados e automóveis estão entre os mais atingidos. As tarifas afetam apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA, evitando um grande desequilíbrio no comércio.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que no primeiro semestre de 2026, o Brasil teve um déficit de US$ 1,5 bilhão com os Estados Unidos, mesmo com uma redução de 12,8% nas trocas comerciais bilaterais.
Lia Valls, do Instituto Brasileiro de Economia, reforça que os EUA representam hoje menos de 10% das exportações brasileiras, o que reduz o efeito macroeconômico da medida.
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destaca que o superávit comercial brasileiro é derivado das commodities, poupadas pelas novas tarifas.
Castro alerta que a indústria nacional, especialmente o setor manufatureiro, pode enfrentar maior concorrência internacional devido ao preço mais elevado de seus produtos no mercado americano.
Especialistas argumentam que retaliações tarifárias do Brasil aos EUA teriam efeito limitado e recomendam levar o caso à Organização Mundial do Comércio para resolver a questão de forma diplomática.
Fonte: Agência Brasil
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