Economia

DESENROLA

Governo convoca bancos para nova fase do Desenrola 3.0

Instituições financeiras têm cinco dias para informar dívidas para renegociação.

Teresinha Ferreira

23 de outubro de 2026 às 00:04 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Governo federal iniciou a terceira fase do programa Desenrola, envolvendo a compra de dívidas.
  • Bancos têm cinco dias úteis para informar quais dívidas desejam renegociar.
  • O governo planeja comprar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas.
  • Custo estimado para o governo é de até R$ 9 bilhões, devido a um desconto mínimo de 90%.
  • Convocação é para credores, não consumidores, para medir interesse na venda de carteiras de crédito.
  • Aberto a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento.
  • Foco nos devedores de baixa renda e microempreendedores individuais (MEIs).
  • Dívidas elegíveis são de até R$ 10 mil, com atrasos de 2 a 4,5 anos, incluindo dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal.
  • Após leilão, consumidores poderão renegociar dívidas à vista ou parcelado, conforme CMN.
  • Consumidores devem aguardar instruções do governo para participar nas renegociações.

Agência Brasil Desenrola 3.0
Desenrola 3.0

O governo federal convocou instituições financeiras para participarem da terceira fase do programa Desenrola, que envolve a compra de dívidas. Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, os bancos têm cinco dias úteis para informar as dívidas que desejam renegociar.

A nova etapa prevê que o governo compre até R$ 90 bilhões em dívidas antigas, de acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Esse processo inicial busca credores interessados em vender carteiras de crédito, atendendo aos critérios do programa.

As dívidas elegíveis devem chegar a R$ 90 bilhões, mas o custo estimado para o governo seria de até R$ 9 bilhões, graças ao desconto mínimo de 90% exigido no processo. O chamamento não é para consumidores, mas sim para medir o interesse dos credores.

A participação está aberta a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios. As fases incluem a manifestação de interesse e a apresentação de carteiras de dívidas.

O governo visa beneficiar principalmente devedores de baixa renda e microempreendedores individuais (MEIs). Caso as dívidas de baixa renda sejam menores que o esperado, haverá possibilidade de compra de débitos de alta renda.

Entre as dívidas que podem ser incluídas estão aquelas de até R$ 10 mil e com atrasos de dois a quatro anos e meio. O programa abrange dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação.

Após o leilão, as dívidas adquiridas poderão ser renegociadas com consumidores, que terão a opção de pagamento à vista ou parcelado, mediante condições do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os consumidores devem aguardar as instruções do governo para participação nas renegociações futuras.

Fonte: Agência Brasil



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