Economia

SELIC

Entidades consideram corte da Selic insuficiente para indústria

Firjan e CNI destacam que juros ainda altos prejudicam investimentos e competitividade

Teresinha Ferreira

06 de agosto de 2026 às 00:38 ▪ Atualizado há 9 horas

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  • O Copom do Banco Central fez o quarto corte seguido na Taxa Selic, agora em 14% ao ano.
  • Entidades industriais, como a Firjan, consideram o corte insuficiente para estimular o setor.
  • A Firjan aponta que a taxa elevada mantém o crédito caro e atrasa investimentos.
  • A CNI afirma que os juros estão altos há 55 meses, afetando o crescimento econômico.
  • A Selic está acima da taxa recomendada pela Regra de Taylor, permitindo mais cortes.
  • A Força Sindical também acha a redução insuficiente, afetando emprego e consumo.
  • Camilo Cavalcanti da Oby Capital destaca a postura cautelosa do Copom.

Agência Brasil Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou nesta quarta-feira (5) o quarto corte consecutivo na Taxa Selic, reduzindo-a para 14% ao ano. Apesar da decisão, entidades do setor industrial, como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), consideram a redução insuficiente para estimular a expansão do setor.

De acordo com a Firjan, embora o corte represente um sinal positivo, a taxa ainda elevada mantém o crédito caro e atrasa investimentos. A entidade destacou que o alto custo do capital dificulta a modernização produtiva, limitando a capacidade das empresas de competir nos mercados interno e externo.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os juros permanecem em patamar restritivo há 55 meses, afetando o crescimento econômico. A CNI alertou que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada pela Regra de Taylor, indicando a possibilidade de cortes mais expressivos sem comprometer o controle da inflação.

Entre as organizações trabalhistas, aForça Sindical também considerou a redução de 0,25 ponto percentual insuficiente, argumentando que juros altos encarecem o crédito e reduzem investimentos e consumo, comprometendo a geração de empregos.

Na avaliação de Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, o Copom mantém uma postura cautelosa, sem pré-compromisso com novos cortes, ressaltando riscos em torno do cenário econômico.

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Fonte: Agência Brasil