O e-commerce entrou na Black Friday 2025 com o pé no acelerador. Nas primeiras 12 horas de sexta (28), as lojas virtuais faturaram R$ 1,69 bilhão, alta de 24,5% ante 2024, segundo a plataforma Hora a Hora da Confi Neotrust, que monitora milhares de sites no Brasil.
Às vésperas da black friday já indicava o apetite do consumidor: na quinta (27), as vendas somaram R$ 2,28 bilhões, um aumento de 34,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além do aumento no volume de pedidos, houve aumento dos descontos dos itens promocionais, sinal de carrinhos mais cheios com itens de menor valor.
Do lado da oferta, o avanço tem rosto de micro e pequenas empresas (MPEs). Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o comércio eletrônico movimentou R$ 225 bilhões em 2024. Desse total, as MPEs responderam por cerca de 30%, com um salto de R$ 5 bilhões (2019) para R$ 67 bilhões (2024) — crescimento acumulado próximo de 1.200%. O marketplace e o celular derrubaram fronteiras para o empreendedor do bairro, o artesão do interior e a oficina da periferia venderem para o país inteiro, de Teresina (PI) ao extremo Sul.
A cesta desta Black Friday também mudou. Além de eletrônicos — com TVs, smartphones e linha branca entre as líderes —, categorias de uso recorrente, como beleza e saúde, ganham espaço ao longo da semana promocional. Parte do efeito vem da inclusão financeira com Pix e carteiras digitais, que reduziram atritos e ampliaram a base de consumidores, especialmente nas classes C e D.
O desafio agora é sustentar o ciclo. A logística de última milha em áreas remotas e a capacitação digital para reduzir a dependência de taxas dos grandes marketplaces seguem como pontos sensíveis. Enquanto o balanço final do fim de semana é consolidado, o recado é claro: o e-commerce brasileiro amadureceu e já funciona como motor de ascensão social, não apenas como a conveniência de “comprar com um clique”.
Fonte: e-commercebrasil e exame
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