Economia

COMÉRCIO EXTERIOR

Dario Durigan destaca necessidade de expandir comércio exterior

Ministro da Fazenda ressalta segurança e previsibilidade durante evento em São Paulo.

Teresinha Ferreira

17 de agosto de 2026 às 20:15 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou a importância de diversificar o comércio exterior do Brasil.
  • Destacou a necessidade de não depender exclusivamente de um único parceiro comercial.
  • O Brasil deve ser visto como um "porto seguro" em um cenário global incerto.
  • A fala vem em meio a tensões comerciais com os EUA, com o Brasil avaliando respostas às tarifas dos EUA.
  • O país poderá usar a Lei da Reciprocidade Econômica para retaliar práticas comerciais desleais.
  • Medidas fiscais discutidas incluem bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios.
  • A reforma tributária é vista como um desafio, com 2027 sendo um ano crucial para transição.
  • Destacou a importância de "juros civilizados" para melhorar o crédito e o desenvolvimento econômico.

Agência Brasil Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Ministro da Fazenda, Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a importância de ampliar o comércio exterior do Brasil durante um evento realizado nesta segunda-feira (17) na capital paulista. Ele afirmou que a estratégia do país deve focar em não depender exclusivamente de um único parceiro, seja na Ásia ou na América do Norte.

Segundo Durigan, o Brasil precisa ser visto como um "porto seguro" em um cenário global incerto. Ele destacou que outros governos e investidores mostram confiança no país. "Precisamos projetar segurança e previsibilidade", reforçou o ministro ao abordar a relevância de negociações diversificadas.

A fala ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos. Recentemente, o governo brasileiro iniciou um processo para avaliar possíveis respostas às tarifas aplicadas unilateralmente pelos EUA, usando a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada no ano passado. A legislação permite a suspensão de concessões comerciais como reação a práticas que afetem a competitividade do Brasil.

Além disso, Durigan comentou sobre medidas fiscais que visam manter a estabilidade, como o bloqueio de orçamento e o limite de gastos obrigatórios. "Precisamos manter uma trajetória fiscal sem desestabilizar", destacou.

Em relação à reforma tributária, o ministro reconheceu os desafios, mas acredita que o ano de 2027 será crucial para a transição para um sistema mais eficaz. Ele também ressaltou a necessidade de "juros civilizados" para discutir crédito no país, considerando-os essenciais para o desenvolvimento nacional a médio prazo.

Fonte: Agência Brasil